Trump faz tremer Lisboa. PSI-20 cai mais de 1%

  • Ana Luísa Alves
  • 9 Novembro 2016

A queda foi menor do que a registada na abertura da sessão desta quarta-feira, mas a maior nos últimos dois meses. Lisboa foi a mais castigada na Europa.

Esta quarta-feira pode marcar início de uma nova era para os norte-americanos, com a vitória de Donald Trump na corrida à Casa Branca. No Velho Continente, a notícia recebida durante a madrugada assustando os investidores que levaram a forte quedas nas principais praças europeias, incluindo Lisboa. O PSI-20 recuperou a queda da parte inicial da sessão, mas não saiu do vermelho ao contrário das suas pares. Caiu mais de 1%

O panorama nas principais praças europeias alterou-se durante o dia, e as principais bolsas fecharam já em terreno positivo. Na Alemanha, a bolsa de Frankfurt fechou já em terreno positivo, e subiu 1,42% para os 10.631,12, e em França, a CAC-40 registou uma subida de 1,49% para os 4543.48 pontos. Milão e Londres também encerraram a sessão de hoje no verde. O Stoxx 600 somou 1,5%.

O PSI-20, por seu lado, caiu 1,47% para os 4.495,29 pontos. Embora tenha atenuado a queda face ao arranque da sessão — chegou a cair mais de 3% no início do dia –, o índice de referência da bolsa portuguesa registou a maior queda em praticamente dois meses.

A contribuir para a queda de Lisboa esteve a EDP e EDP Renováveis, com a primeira a registar uma queda de quase 3% e a segunda mais de 5% para os 2,85 euros e 6,10 euros, respetivamente. A queda verificada ainda deve-se ao facto de os EUA pesarem no negócio eólico da EDP, e de o novo presidente norte-americano dar prioridade aos combustíveis fósseis.

Já a Galp Energia caiu 0,25% para os 11,97 euros por ação, registando uma ligeira recuperação da queda recuperando da queda perto dos 2% registada esta manhã.

Apesar das quedas, houve cotadas que conseguiram acompanhar a inversão da tendência registada nas restantes praças europeias. Entre as cotadas do PSI-20 verificaram-se quatro subidas: a Mota Engil, que hoje de manhã era a que mais caía, a Corticeira Amorim, a Altri e também o BPI, acabaram por valorizar.

O BCP, por seu lado, perdeu 0,86% para 1,15 euros, no dia em que presta contas aos investidores. Os acionistas do banco estiveram reunidos esta tarde para votar o aumento do limite dos direitos de voto, mas essa proposta acabou por ser adiada para 21 de novembro. Fica assim adiada uma condição fundamental para a entrada da Fosun.

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