Sindicato dos quadros técnicos bancários pede reunião urgente a Fernando Ulrich

  • Lusa
  • 15 Fevereiro 2017

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários pediu uma reunião urgente com Fernando Ulrich. Reunião surge no âmbito do processo da OPA do CaixaBank sobre o BPI.

O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) anunciou hoje que pediu uma reunião urgente ao presidente do Conselho de Administração do BPI, Fernando Ulrich, na sequência das recentes alterações de composição acionista do banco.

Impõe-se esclarecer quais as consequências e implicações da nova posição maioritária do CaixaBank no BPI no que diz respeito à gestão dos recursos humanos“, afirmou o presidente do SNQTB, Paulo Marcos, citado em comunicado.

“Temos que salvaguardar os interesses dos trabalhadores, designadamente, no que se relaciona com o seu atual estatuto jurídico-laboral”, acrescentou.

O CaixaBank passou a deter 84,5% do BPI no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA), operação divulgada na sessão especial no passado dia 08 de fevereiro. Na oferta, o CaixaBank adquiriu 39,02% além do que já detinha.

No dia da OPA, o CaixaBank escreveu aos trabalhadores do BPI afirmando que considera que a nova etapa do banco, agora sob o seu domínio maioritário, será “especialmente estimulante”.

A comunicação foi assinada pelos responsáveis do grupo bancário catalão, Jordi Gual e Gonzalo Gortázar.

“Estamos convencidos de que, juntos, consolidaremos o BPI como um banco de referência em Portugal. Com a disponibilidade de todos, reforçaremos o seu desenvolvimento e crescimento no futuro, de forma a criar maior valor para a sociedade portuguesa”, lê-se na carta a que a Lusa teve acesso.

Na mesma carta, o grupo catalão adiantou que, após as aprovações necessárias, o BPI “será integrado no grupo CaixaBank”.

Recordando que já passam mais de 20 anos desde que o CaixaBank se tornou acionista do BPI, Jordi Gual e Gonzalo Gortázar consideraram que os trabalhadores do BPI “sempre demonstraram o seu empenho e profissionalismo”, pelo que acreditam que a “nova etapa será especialmente estimulante”.

Sobre o grupo CaixaBank, explicam que tem “mais de 110 anos de história” e que sempre demonstrou o seu “elevado compromisso social”.

Falam ainda do acionista maioritário do Grupo, a Fundação Bancária La Caixa, adiantando que gasta por ano cerca de 500 milhões de euros em obra social, o que a posiciona como a “terceira fundação privada mais importante do mundo”.

Esperamos que estas palavras contribuam para um melhor conhecimento do grupo CaixaBank. Iniciamos agora um caminho conjunto, que terá em conta as características e necessidades próprias da sociedade portuguesa, dos clientes e acionistas do BPI, assim como as de todos os seus colaboradores”, acrescentaram.

O até agora segundo maior acionista do banco, a ‘holding’ angolana Santoro (de Isabel dos santos), que tinha 18,5%, saiu da estrutura acionista, assim como o grupo português Violas Ferreira e o Banco BIC (que Isabel dos Santos também controla), ambos com participações acima de 2%.

Dos principais acionistas mantém-se apenas a seguradora Allianz (8%), que tem um acordo com o BPI para a colocação dos seus produtos.

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