Retornos de 20%? Siga os conselhos dos Nobel

O aconselhamento dos cientistas mais cotados tem rendido retornos bastante atrativos para os fundos que investem em ações do setor da saúde.

As descobertas e a opinião dos cientistas têm permitido grandes avanços no tratamento de muitas doenças e contribuído para a melhoria das condições de saúde da população mundial. Mas os conselhos dos cientistas também têm ajudado a dar mais saúde à carteira dos investidores. Exemplo disso mesmo é o que acontece com o Rhenman Healthcare Equity, um hedge fund sueco que, desde o seu lançamento em 2009, rendeu em média 21% ao ano. Este retorno terá sido possível graças ao aconselhamento prestado por um painel de cientistas.

Segundo explica a Bloomberg, o pedido de opiniões clínicas a especialistas antes de investir em produtos complexos tornou-se uma ferramenta essencial para Henrik Rhenman, que tem à sua responsabilidade a gestão de 460 milhões de euros em ativos. “Fazemos dinheiro, mais cedo ou mais tarde, com base nas recomendações de um conselho de consultivo científico”, afirmou Henrik Rhenman, diretor de investimentos da Rhenmam & Partners Asset Management, em entrevista telefónica à agência. “O aconselhamento é mais importante na área da biotecnologia e farmacêutica, mas a área das tecnológicas da área médica tem vindo a ganhar importância para o conselho científico”, complementou o mesmo responsável.

Em termos práticos, os responsáveis pela gestão do fundo sedeado em Estocolmo encontram-se trimestralmente com um conselho consultivo do qual fazem parte cinco especialistas na área médica, grupo que integra Tomas Olsson, um professor de neurologia e membro da Assembleia do Nobel do Instituto Karolinska, organismo responsável pela escolha do prémio Nobel da Fisiologia e Medicina. Por sua vez, o chairman da Rhenman & Partners, Hans Wigzell, é professor de imunologia e antigo vice reitor do Instituto Karolinska.

No que respeita à composição da sua carteira, o Rhenman Healthcare Equity possui 140 participações em diferentes empresas. Já a sua estratégia de investimento aponta para um horizonte temporal de cinco anos, apesar de também tentar tirar partido de oportunidades de curto prazo que possam surgir, sobretudo quando chegam ao mercado novas informações sobre a área de foco.

Até este ano, a estratégia de investimento do Rhenman Healthcare Equity tem compensado. Após a primeira perda do seu histórico no ano passado, que se saldou com uma queda de 12%, até ao final de fevereiro, o retorno do fundo disparou 17%, o que corresponde ao melhor registo entre os hedge funds nórdicos, indicam dados da plataforma hedgeNordic. Este retorno tem sido apoiado pela onda de fusões e aquisições no setor das farmacêuticas.

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