Presidente do Parlamento Europeu: “O pior para os portugueses já passou”

  • ECO
  • 8 Maio 2017

O italiano Antonio Tajani considera que a fase mais dura da crise portuguesa já passou. O atual Presidente do Parlamento Europeu deixa elogios aos esforços feitos pelos portugueses.

O líder do Parlamento Europeu, eleito pelo Partido Popular Europeu, deixou palavras de apreço ao esforço de Portugal: “Não tem sido fácil, ainda é difícil, mas graças à sua coragem e orgulho, estou convencido que o pior já passou”. Em entrevista à TSF por causa do Dia da Europa, que se comemora esta terça-feira, Antonio Tajani elogia ainda “os feitos e sacrifícios que o povo português fez durante a difícil crise económica”.

Não tem sido fácil, ainda é difícil, mas graças à sua coragem e orgulho, estou convencido que o pior já passou.

Antonio Tajani

Presidente do Parlamento Europeu

Nas declarações à rádio portuguesa, Antonio Tajani considerou ser “um verdadeiro amigo de Portugal”. “Nas palavras do nosso poeta, Fernando Pessoa, porque ele era português e europeu, também considero que Portugal é o rosto da Europa, a olhar para o Mundo”, comentou o atual Presidente do Parlamento Europeu. Essa importância de Portugal verificou-se no passado, mas Tajani espera que no futuro, depois de ultrapassada a crise, o país volte a ser uma referência.

Precisamos de encorajar mais África, através da diplomacia económica.

Antonio Tajani

Presidente do Parlamento Europeu

Em causa estão as relações da União Europeia com o resto do mundo, principalmente ao nível das causas da imigração. “Precisamos de encorajar mais África, através da diplomacia económica”, considera o italiano, referindo que “Portugal tem um papel decisivo a desenrolar na esfera lusa”. O objetivo é fortalecer os laços não só com África como com a América latina e o Brasil por “partilhamos ligações históricas e culturais, os mesmos valores e aspirações”. “Em conjunto com Portugal, queremos reforçar a nossa relação com a América latina avançando com negociações no Mercosul, criando uma economia mais forte, bem como ligações políticas”, concluiu.

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