Crédito à habitação sobe para máximos de sete anos
Nos primeiros três meses do ano, os bancos concederam 1,8 mil milhões de euros em novo crédito à habitação. Trata-se do maior valor trimestral desde 2010.
Os portugueses continuam a recorrer cada vez mais ao crédito à habitação, com o nível de concessão a ser já o mais elevado dos últimos sete anos. Dados do banco de Portugal, indicam que só em março, os bancos nacionais disponibilizaram 720 milhões de euros em empréstimos para a compra de casa. Este é o valor mensal mais elevado desde o último mês de 2010, período em que a nova concessão de crédito com essa finalidade se situou nos 844 milhões de euros.
A concessão registada em março, permite elevar para 1,8 mil milhões de euros, o total do crédito à habitação disponibilizado no acumulado do ano, o que corresponde também a um máximo de 2010. O crédito à habitação continua assim a ser o principal suporte do crescimento da concessão de crédito à economia portuguesa. Uma tendência que surge no seguimento da melhoria das expectativas dos portugueses relativamente à situação económica do país. Mas também ao nível historicamente baixo dos indexantes e às condições de concessão mais vantajosas que também são oferecidas pelos bancos, cujo maior reflexo é a descida dos spreads oferecidos.
De acordo com o último inquérito sobre o mercado de crédito do Banco de Portugal, os bancos antecipam que o crédito à habitação continue a ser determinante para a recuperação dos níveis de concessão de crédito à economia. Estes antecipam para o segundo trimestre deste ano m aumento da procura de crédito com essa finalidade.
Contudo, a recuperação da concessão também chega a outras finalidades de crédito aos particulares. Em março, a concessão de crédito ao consumo ascendeu a 393 milhões de euros, naquele que é o valor mais elevado desde o último mês de 2010. Em fevereiro, a concessão com essa finalidade tinha ascendido a 318 milhões de euros. Na finalidade de outros fins, também se observou um aumento dos níveis de concessão. No total, este segmento captou um total de 201 milhões de euros, a fasquia mais elevada desde abril de 2015.
Em termos globais, o total do crédito disponibilizado aos particulares, em março, ascendeu a 1.314 milhões de euros. Seria necessário recuar até ao mesmo mês de 2012 para assistir a um valor mais elevado.
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