ASX (um pouco) mais moderno, mas com a mesma garra

A atualização foi ligeira, mas o suficiente para dar um ar mais moderno ao SUV compacto da Mitsubishi. Para bater a concorrência é preciso, no entanto, um pouco mais.

Os SUV são o segmento do momento. Todas as marcas têm um. E todas tentam que o seu se destaque dos demais, procurando assim levar a melhor sobre a concorrência. É grande a disputa, mas nem todas estão no mesmo ciclo. Enquanto algumas apresentam as novas propostas, outras tentar reavivar modelos atuais. Caso da Mitsubishi com o facelift do ASX.

O modelo é o mesmo que a marca lançou em 2010. Esteticamente é tudo igual, exceto o dianteira que ganhou uma grelha de maiores dimensões — com aplicações em preto piano — bem como um conjunto de ótica redesenhadas, com iluminação Xénon. Na traseira também houve maior cuidado com os farolins. E as jantes de 18 polegadas ganharam um novo desenho, mais apelativo. Mas a idade já se faz sentir quando colocado ao lado da concorrência.

No interior há novos materiais, mais ergonómicos, mas também mais conectividade. O tablier ganhou um toque mais suave, contando agora também com inserções em plástico pintado a preto piano na zona que incorpora o ecrã de oito polegadas que além do rádio e navegação tem também as ligações para telemóveis iOS ou Android.

Os estofos em pele dão bom apoio, mas justiça seja feita… podiam ser mais confortáveis. São rijos. Tanto no assento como na zona lombar. Uma característica que é acentuada pela afinação da suspensão do SUV japonês, também ela bastante seca. Isso fica patente em alguns buracos mais pronunciados das estradas da capital portuguesa. Não é raro ouvir um bac

Se a suspensão é seca, a direção também o é. E leve em demasia em várias situações, provocando alguns momentos de… “Isto não está a agarrar bem a estrada…”. Lógico que os pneus novos não ajudam. Depois de rodados, o comportamento será certamente mais acutilante, permitindo ao condutor tirar partido do que está debaixo do capot. A Mitsubishi mantém a aposta no 1.6 a gasóleo — existe um 1.6 a gasolina –, um motor que cumpre bastante bem as exigências.

Todas as marcas recorrem a blocos pequenos nestes SUV. E a marca japonesa não é diferente. Recorre ao motor feito pelos franceses da Peugeot/Citroën, sendo que a caixa de velocidades é uma mais-valia para aproveitar toda a rotação. O ASX “respira” muito bem tanto na cidade como fora dela.

Com algum tento no pé direito, nem se sentem consumos elevados — o teste realizado pelo ECO apontou para valores acima dos seis litros aos 100 km, mas é resultado de uma condução sem olhar propriamente à média. E o valor pedido pela marca japonesa está alinhado com o da concorrência, sendo que a versão de entrada a gasóleo tem um custo de 27.900 euros. A versão ensaiada ronda os 31 mil euros enquanto o 4×4 eleva os valores para 37 mil.

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