VW tem um novo topo de gama. Chama-se Arteon

Sucessor do Passat CC, o Arteon quer ser mais do que o seu antecessor. O coupé de quatro portas quer ser uma nova classe dentro da Volkswagen. E tem argumentos para isso.

Arteon. O nome não é fácil de pronunciar, mas remete para arte em movimento. E é essa “assinatura” que a Volkswagen pretende com este novo coupé de quatro portas que se assume como um modelo de gama superior ao que vem substituir, o Passat CC. É o novo topo de gama da marca germânica que combina linhas inovadoras, com um estilo desportivo que se exprime também com a muita potência debaixo do capot. Traz motores que chegam perto dos 300 cv.

“Não vem só substituir o Passat CC”, diz Licínio Almeida, o novo diretor geral da Volkswagen em Portugal, que foi diretor geral da Audi durante os últimos 18 anos. É muito mais do que isso. O Arteon posiciona-se acima do Passat, apresentando-se como um coupé de grandes dimensões — tem 4,8 metros de comprimento, sendo mais largo e baixo que a berlina da fabricante alemã — com um desenho totalmente distintivo dos restantes modelos da marca. Traz, de resto, um novo “rosto Volkswagen”.

O coupé conta com um capot que se estende muito para a frente, por cima de ambas as asas, e as barras da grelha do radiador prolongam-se até aos grupos óticos tridimensionais dianteiros que ocupam toda a largura do automóvel. “Assim, surge um design dianteiro digno dos desportivos de topo de gama”, diz a marca. Também na traseira há elementos estéticos que vincam o lado desportivo deste novo modelo — ainda que não descure tanto o espaço para os ocupantes nem para a bagagem que pode variar entre 563 até 1.557 litros.

O melhor lugar dentro do Arteon é mesmo o do condutor, porque tem à sua frente um painel de instrumentos digital completo, mas também um sistema de infotainment avançado, com controlo por gestos, mas essencialmente porque é quem pode desfrutar das capacidades deste coupé para a família. A posição de condução baixa, mas não desconfortável, associada a um volante robusto, envolve o condutor que, neste caso, tinha debaixo do pé direito 150 cv do 2.0 a gasóleo, o modelo menos potente da gama. Menos potente, mas nem por isso pouco entusiasmante. A caixa DSG, de série, explora bem as potencialidades do motor. E a largura das vias, numa posição rebaixada, com uma suspensão firme, permitem tirar partido do resto. Em reta, mas especialmente nas curvas que ligam Cascais ao Cabo da Roca.

O 150 cv é o mais comedido dos 2.0 a gasóleo. Há também um 2.0 a diesel de 240 cv, sendo que o intermédio, o de 190 cv, só chegará ao mercado nacional numa fase posterior, lá para o outono. A outra proposta do Arteon é um 2.0 TSI com 280 cv que conta com o sistema de tração total 4MOTION da Volkswagen, tal como o de 240 cv a gasóleo. É muita potência, mas é demais para o mercado nacional, leia-se para a fiscalidade lusa — custa 59.730 euros. Os preços começam nos 43.286 euros na versão base, mas o 2.0 TDI de 150 na linha Elegance vai custar 46.179. Na R-Line custa 47.500 euros.

Toda esta potência vem acompanhada de muita eletrónica para ajudar os “pilotos” a brilharem na estrada. São sistemas de assistência à condução de uma nova geração, sendo de destacar o Lane Assist, que no teste realizado quase que nos fez sentir num carro autónomo — embora sempre com alertas para que o condutor assuma o controlo –, mas também o Adaptive Cruise Control (ACC) que permite apontar para uma velocidade, mas sendo essa gerida pelo sistema. Por exemplo, se houver um veículo à frente, abranda. Se houver uma curva, faz o mesmo.

Para o “pior dos casos”, o Arteon está equipado com a segunda geração do Emergency Assist que aumenta o nível de segurança: no caso de o condutor ter um súbito problema de saúde, o assistente não só trava o automóvel dentro dos limites do sistema, como também o guiará (sempre que a situação do tráfego o permita) até à faixa de rodagem mais à direita.

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