Uber aposta no turismo e alarga oferta no Algarve

Uber Portugal vai lançar serviço piloto de sugestões e recomendações no Algarve e alarga oferta a toda a costa, de Sagres a Vila Real de Santo António. Em 2016, a empresa transportou 750 mil turistas.

Uber vai alargar oferta no Algarve, de Sagres a Vila Real de Santo António.Uber/DR

A Uber Portugal vai alargar a oferta de serviços a toda a costa algarvia, “de Sagres a Vila Real de Santo António“, anunciou esta terça-feira o diretor-geral da Uber Portugal, Rui Bento. A aposta vem suportar a procura dos turistas: em 2016, a Uber Portugal transportou 750 mil, vindos de 81 países diferentes.

“Se, na década de 60, Portugal entrou numa verdadeira revolução — com o primeiro meio de milhão de turistas por ano –, nunca tivemos tantos turistas como em 2016. Recebemos 19 milhões, o que reflete um aumento de 40% em seis anos e mais 10% do que no ano anterior. (…) E se, na década de 60, o desafio era garantir que as pessoas conseguiam visitar Portugal, agora é importante garantir que as pessoas conseguem explorar as cidades”, sublinhou o responsável.

Por isso, “e porque o objetivo primeiro da Uber” foi “criar uma app que permitisse carregar num botão e ter acesso a uma viagem”, o caminho revelou-se mais além desse.

À medida que fomos entrando em cidades, percebemos que estávamos a preencher uma lacuna. A missão passou a ser uma opção de mobilidade. Não é surpreendente que hoje as pessoas que viajam, a Uber seja a primeira app que usam quando chegam ao destino. E para explorar cada vez mais a cidade.

Rui Bento

Diretor-geral da Uber Portugal

Segundo a Secretaria de Estado do Turismo, Portugal deverá receber 21 milhões de turistas durante o ano de 2017. Rui Bento diz que esse número — que duplica a população portuguesa — é uma oportunidade única para empresas como a Uber se aproximarem ainda mais dos utilizadores. Por isso, a Uber passa a disponibilizar, além de mais motoristas no Algarve, um projeto piloto que inclui sugestões e recomendações à app dos utilizadores que requisitarem o serviço de transporte no sul do país.

A ideia é que a aplicação passe a incluir sugestões de praias desconhecidas da grande maioria da população, restaurantes imperdíveis e outras sugestões fora da caixa que se constituam como experiências para “quem não conhece o país”.

Os turistas só decidem o que fazer depois de chegarem ao destino. E, por isso vamos passar a integrar sugestões e guias de praias. Este é um projeto piloto cujo lançamento será feito no Algarve”, disse Rui Bento, sobre a nova funcionalidade da aplicação.

A curadoria de conteúdos, garante o responsável, será feita internamente com recomendações do Turismo de Portugal, parceiro da empresa nesta iniciativa. “Temos já mais viagens agora, com seis meses do ano idos, do que no pico do ano passado. Trata-se de um crescimento entre os 600 e os 700% no Algarve”, explica Bento.

Mobilidade nos festivais

Mas nem só o turismo faz com que as empresas se transformem. Os festivais, assinala Rui Bento, contabilizaram dois milhões de espectadores no ano passado. E isso, assegura, coloca “desafios muito imediatos” às empresas de mobilidade. “Há um pico muito grande de pessoas a quererem viajar. Os festivais têm um impacto profundo na mobilidade da cidade”. Por isso, a Uber Portugal vai reativar o serviço Uber Pool, a partir de 4 de julho e até ao final do mesmo mês, de maneira a transportar “mais passageiros em menos carros, e a um preço o mais económico possível”. Além disso, o serviço contará com “pontos de chegada e recolha de passageiros nos festivais de verão e outros grandes eventos”, uma funcionalidade já testada no Porto, no Primavera Sound, no início de junho.

Ainda que o serviço normal conte com tarifas dinâmicas, o Uber Pool vai permitir aos utilizadores da app partilhar o meio de transporte com outros passageiros que viagem dentro da mesma rota ou para locais semelhantes.  “Os festivais são a altura ideal para testar estas funcionalidades, para que mais pessoas possam viajar em menos carros e com viagens 25% mais baratas e o preço dado à cabeça, independente do percurso feito. Com isso conseguimos uma mobilidade mais económica”, explica Rui Bento.

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