Ferrari faz-se à estrada fora das pistas. Aposta nos utilitários

  • Ana Batalha Oliveira
  • 1 Agosto 2017

A Ferrari agora corre atrás dos lucros... com modelos utilitários. A meta é duplicar as receitas até 2022.

A Ferrari já não é só uma marca de supercarros. Vai lançar um modelo mais espaçoso, utilitário, e apostar também nos veículos híbridos, pois quer ver os lucros a acelerar para o dobro até 2022.

O plano estratégico do CEO Sergio Marchionne está prestes levar uma reviravolta. A Ferrari quer passar a produzir carros utilitários. Para já, está previsto o lançamento de um veículo mais espaçoso do que o GTC4Lusso, avançou a Bloomberg. A aposta nos híbridos tem o objetivo de surpreender os clientes e melhorar a eficiência dos veículos.

O GTC4Lusso, o carro que a Ferrari quer tornar mais espaçoso.

Isto significa ultrapassar a barreira das dez mil unidades ao ano, limite imposto pela própria Ferrari (e que já tinha sido quebrado em 2014, quando o máximo eram os 7.000 carros). Para compensar esta “perda” na exclusividade, a marca deverá lançar edições limitadas à semelhança do que fez com o LaFerrari Aperta, que custava 17,8 milhões de euros e esgotou antes da estreia pública oficial. Este modelo, o GTC4Lusso e o F12tdf permitiram um aumento de 50% nas vendas dos modelos de topo com motor V12 da Ferrari. Em março lançou o Superfast, o carro mais rápido de sempre lançado pela marca.

É esta quarta-feira que irão ser desvendados os resultados da Ferrari e estima-se que os resultados antes dos descontos (EBITDA) se situem acima de um bilião de euros, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. As ações da Ferrari estavam esta terça-feira, pelas 11h15 a subir 2,58%, atingindo o máximo histórico de 91,4 euros por ação. A empresa está atualmente avaliada em 16,8 mil milhões.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ferrari faz-se à estrada fora das pistas. Aposta nos utilitários

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião