Resolução do BES forçou PME a cortar emprego e investimento

  • ECO
  • 3 Agosto 2017

Estudo sobre os impactos da resolução do BES mostra como as pequenas e médias empresas foram afetadas de forma diferente das grandes empresas. Mas danos foram pequenos.

As pequenas e médias empresas foram forçadas a contrair o emprego e o investimento, como forma de precaução perante a resolução do BES. Já as grandes empresas acabaram por alargar o crédito comercial junto dos seus fornecedores, evitando os impactos sobre as contratações ou o investimento. As conclusões constam de um estudo feito por três economistas especializados em banca, noticiado esta quinta-feira pelo Jornal de Negócios (acesso pago).

De acordo com a análise de Thorsten Beck, Samuel da Rocha Lopes e André Silva, os bancos mais afetados pelos custos da resolução do BES reduziram o crédito à economia real. Contudo, as empresas conseguiram manter o financiamento junto de outras instituições financeiras menos afetadas — ainda que com condições menos favoráveis.

Como consequência, as PME optaram por aumentar as suas disponibilidades de tesouraria, como modo de precaução, com um impacto no emprego e no investimento. Já as grandes empresas escaparam a este efeito, transferindo parte dos custos para os próprios fornecedores através do aumento do crédito comercial.

Os três especialistas somam assim argumentos a favor de um bail-in, desenhado com características que diminuam os custos diretos aos bancos, por comparação com um bail-out (caso em que as perdas são totalmente suportadas pelos contribuintes). Com o bail-in, não se confirmou o pânico pela aplicação da disciplina de mercado e foram mitigados os efeitos na oferta de crédito bancário.

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