Cofina junta redações do CM, Negócios, Record e Sábado

  • ECO
  • 6 Setembro 2017

Redações do Correio da Manhã, Jornal de Negócios, Record e Sábado vão fundir-se. A medida vai levar à junção das direções, estando em cima da mesa a colaboração editorial na plataforma online.

A Cofina vai avançar com a fusão das redações das suas principais publicações: o Correio da Manhã, o Record, o Jornal de Negócios e a revista semanal Sábado. As equipas vão passar a estar juntas no mesmo espaço, estando em cima da mesa a colaboração editorial na plataforma online.

Esta fusão, que passa também pelas direções das publicações, foi comunicada às redações esta terça-feira, 5 de setembro, apurou o ECO. Correio da Manhã, Jornal de Negócios e Sábado contavam já com um único publisher, Octávio Ribeiro, que acumula o cargo com o de diretor do generalista do grupo de media de Paulo Fernandes.

Fisicamente as redações vão estar juntas — as obras de demolição das paredes arrancaram esta quarta-feira, 6 de setembro –, ficando em aberto até que ponto haverá incorporação das redações, sendo que existe o objetivo de que os jornalistas das várias publicações colaborem no online.

Esta fusão física das redações visa “permitir maiores sinergias operacionais” e reduzir “custos na logística” em áreas como as deslocações ou o secretariado, disse Octávio Ribeiro, ao Expresso. “Esta é a primeira e mais estruturante medida no cumprimento da minha nova missão como diretor-geral editorial” da Cofina, acrescentou. O ECO tentou contactar o publisher mas ainda não possível obter um comentário relativamente às alterações.

Não há, até ao momento, indicação de se haverá despedimentos na parte editorial. A fusão levará à junção das equipas de fotografia, paginação e de secretariado das publicações, situação que poderá abrir a porta à redução do número de colaboradores da Cofina, grupo que além destas três publicações conta ainda com o canal de televisão no cabo, a CMTV.

A Cofina tem vindo a reduzir o número de colaboradores, procurando ajustar-se ao declínio do mercado publicitário, principal fonte de receitas do grupo. No último ano saíram algumas dezenas de jornalistas dos vários meios. Foram também encerradas publicações. Nos primeiro seis meses ano, a empresa contabilizou lucros de 718 mil de euros, uma quebra de 70% face a 2016 fruto da queda de 9,2% das receitas.

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