Empresa que comprou construtoras ao Fundo Vallis quer faturar 900 milhões

Pedro Antelo, CFO da Nacala, empresa que comprou ao Fundo Vallis, as empresas de construção quer "uma empresa mais rentável". E aponta como meta os 900 milhões de euros de faturação dentro de 5 anos.

A Nacala, empresa que anunciou esta segunda-feira a compra da totalidade do capital do grupo Elevo ao Fundo Vallis, por 90 milhões de euros, diz que tem como ambição “fazer crescer a empresa”.

Em declarações ao ECO, Pedro Antelo, CFO da Nacala, adianta que: “O objetivo da Nacala com esta compra é pegar na empresa como está e fazê-la crescer“.

“A nossa preocupação não é ter grandes volumes de negócios, mas sim sermos mais rentáveis tendo bons volumes de faturação. Daqui a cinco anos podemos estar a duplicar o volume de faturação para os 900 milhões de euros”, refere.

A nossa preocupação não é ter grandes volumes de negócios, mas sim sermos mais rentáveis tendo bons volumes de faturação. Daqui a cinco anos podemos estar a duplicar o volume de faturação para os 900 milhões de euros.

Pedro Antelo

CFO da Nacala Holding

O grupo Elevo, cujo volume de faturação atingiu em 2016, os 450 milhões de euros, tem como principais áreas as atividades de engenharia, construção, concessões rodoviárias e real estate, e resultou da fusão dos grupos Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios.

Questionado sobre se a estrutura, nomeadamente o número de funcionários é para manter, Pedro Antelo refere: “Obviamente que as empresas têm de se ajustar às dimensões, mas ainda é cedo para ter esta conversa, uma vez que acabamos de chegar à empresa“.

A Nacala Holding é uma sociedade de direito luxemburguês, detida por Gilberto Rodrigues e por Pedro Antelo, ex-CEO e ex-CFO da Mota-Engil África. “Os detentores da Nacala somos só nós. As decisões são nossas, se amanhã será diferente veremos com o tempo, mas para já a empresa é apenas nossa“, refere o CFO da Nacala.

“Estão criadas as condições de balanço e iremos recentrar a estratégia de internacionalização do grupo, nomeadamente através do aumento do peso dos mercados da América Latina e de África”, diz Pedro Antelo a propósito do grupo Elevo.

Pedro Antelo considera que ainda é cedo para avaliar se vai manter todos os funcionários. Mas diz que “obviamente as empresas têm de se ajustar às dimensões”.

Sem querer adiantar que novos países podem estar na mira da empresa, o CFO da Nacala refere que irão “obviamente estar atentos a países que estão a apostar fortemente em infraestruturas”.

Quanto a África, Pedro Antelo diz que o “objetivo será diversificar” e evoca a sua experiência na Mota-Engil. “A estratégia que seguimos no passado deu resultados e, portanto, será algo semelhante que iremos desenvolver”. E acrescenta: “Nós vivemos em África, temos experiência, sabemos as necessidades e as oportunidades que existem e conhecemos as pessoas”.

Sobre o mercado português, Pedro Antelo considera que “já bateu no fundo” e “está agora mais dinâmico” por isso vão estar “atentos uma vez que é notório que existem oportunidades”.

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