Macron promulga controversa reforma da lei do trabalho em cerimónia em direto na TV

  • Lusa
  • 22 Setembro 2017

Segundo Macron, todos os diplomas serão aplicados “o mais tardar até 1 de janeiro”.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, promulgou esta sexta-feira a controversa reforma do Código de Trabalho, uma das suas grandes promessas eleitorais, que está a gerar controvérsia e protestos em França. A cerimónia da assinatura dos diplomas da reforma laboral aconteceu no Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, e foi transmitida em direto na televisão.

Esta “reforma inédita”, que visa “a transformação” do país e pretende aumentar a flexibilidade das leis do trabalho, foi “realizada num tempo recorde”, saudou o chefe de Estado francês, eleito em maio passado. Estes textos “consagram uma reforma profunda (…) do mercado de trabalho que é indispensável para a nossa economia e para a nossa sociedade”, sublinhou Macron, logo após ter rubricado os diplomas.

A reforma, aceite pelos patrões franceses, traz “soluções pragmáticas para as muito pequenas empresas e para as pequenas e médias empresas”, afirmou o chefe de Estado francês, lembrando que “são estas que criam mais empregos”. “Os efeitos serão estruturantes sobre o emprego, especialmente para os mais jovens”, prometeu Emmanuel Macron, que sempre apresentou esta reforma como um remédio contra o “desemprego em massa”.

Em França, a taxa de desemprego situa-se atualmente nos 9,6%, um número superior à taxa média verificada na Europa (7,8%). Numa resposta indireta aos sindicatos que organizaram no passado dia 12 de setembro e na quinta-feira duas jornadas de manifestações em França para contestar as novas leis de trabalho, Macron assegurou que a reforma “introduz novos direitos e proteções para os trabalhadores e para os respetivos representantes”.

“Mais de 300 horas de concertação com todos os parceiros sociais” foram consagradas, recordou ainda o chefe de Estado francês. Na última manifestação, realizada na quinta-feira, participaram 16 mil pessoas segundo a polícia e 55 mil segundo os sindicatos.

Cerca de 200 manifestações estão convocadas para esta sexta-feira a nível nacional e o desafio que a Confederação Geral do Trabalho (CGT) propõe é aumentar ou pelo menos igualar a mobilização de 12 de setembro, quando saíram às ruas 223 mil pessoas em todo o país segundo a polícia, e 500 mil segundo os sindicatos.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Macron promulga controversa reforma da lei do trabalho em cerimónia em direto na TV

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião