EDP: Falhas na linha foram “consequência e não causa do incêndio” em Pedrógão

Empresa de distribuição de eletricidade defende que falhas na proteção da linha de média tensão que passa por Pedrógão foram "consequência e nunca a causa do incêndio".

A EDP volta a descartar responsabilidades nos incêndios de Pedrógão Grande que vitimaram em junho passado 64 pessoas, argumentando que as falhas na proteção da linha de média tensão que atravessa a região terão sido “uma consequência e nunca uma causa do incêndio”.

No relatório divulgado na semana passada, o grupo de investigadores do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra responsabilizou cinco entidades, incluindo a EDP EDP 0,00% . À elétrica, apontou a causa das ignições, que terão sido causadas por “contactos entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão”, o que sugere “uma deficiente gestão de combustíveis na faixa de proteção da linha, por parte da entidade gestora”. Acusações que a EDP rejeita.

“A informação existente sobre esta linha em questão regista no dia 17 de junho, um evento de corte e religação automática (sem que tenha havido passagem da corrente ao solo) alguns minutos após a hora dos primeiros alertas referidos nos relatórios (quer o da Comissão Independente, quer no Relatório elaborado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra). Isto indicia que este evento foi uma consequência e nunca uma causa do incêndio“, começa por argumentar a EDP Distribuição num comunicado divulgado no seu site.

Sublinha ainda que “a linha em questão foi objeto de inspeção visual dois meses antes do incêndio, não tendo sido detetada qualquer situação de risco”.

"A informação existente sobre esta linha em questão regista no dia 17 de junho, um evento de corte e religação automática (sem que tenha havido passagem da corrente ao solo) alguns minutos após a hora dos primeiros alertas referidos nos relatórios (quer o da Comissão Independente, quer no Relatório elaborado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra). Isto indicia que este evento foi uma consequência e nunca uma causa do incêndio.”

EDP Distribuição

Comunicado

A empresa do grupo EDP lembra que as linhas de distribuição de eletricidade dispõem de sistemas que monitorizam e registam, em permanência, todos os eventos relativos à exploração e operação das mesmas e que todos os anos investe cinco milhões de euros “na preservação dos corredores de proteção e nas faixas de gestão de combustível”.

Deste modo, segundo a EDP Distribuição, a informação recolhida tanto pela própria empresa como pelas restantes entidades envolvidas na investigação “não permite sustentar a tese de que na origem do incêndio possa ter estado o contacto entre a vegetação e a linha elétrica”.

Informa ainda que “é efetuada a supervisão com recursos a meios aéreos e tecnologia laser numa extensão de 14 mil quilómetros”, além das inspeções visuais e com recurso a drones.

A EDP Distribuição tem 84 mil quilómetros de linhas aéreas de Alta Tensão, das quais 26 mil quilómetros atravessam zonas florestais.

"A informação recolhida, quer pela EDP Distribuição, quer pelas restantes entidades envolvidas na investigação, não permite sustentar a tese de que na origem do incêndio possa ter estado o contacto entre a vegetação e a linha elétrica.”

EDP Distribuição

Comunicado

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