Joalharia portuguesa à boleia das novas tendências do luxo

  • Lusa
  • 30 Outubro 2017

Segundo Fátima Santos, a joalharia portuguesa “sempre foi reconhecida internacionalmente pelo perfeccionismo da arte e pela atenção ao detalhe”.

A secretária-geral da Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP) defende que a joalharia portuguesa se tem vindo a afirmar no âmbito das novas tendência do luxo através com “uma joalharia arrojada, contemporânea e exclusiva”.

“Estamos numa fase em crescendo. Há cinco anos a AORP começou a investir numa estratégia de internacionalização, pois anteriormente a generalidade das microempresas produziam para o mercado interno. Já deixámos a fase do experimentalismo e passámos para uma fase mais madura e de arrojo da joalharia contemporânea”, disse à agência Lusa Fátima Santos.

A joalharia portuguesa tem também vindo afirmar-se a nível global pela “sua criatividade e design”, prosseguiu, lembrando que a escolha do designer português Bruno da Rocha, eleito para o cartaz de promoção do evento de joalharia contemporânea, em Amesterdão, na Sieraad Art Fair, que decorre de 9 a 12 de novembro, “é demonstrativo” desse percurso.

Em declarações à Lusa, Fátima Santos realçou que “o ambiente dos novos tipos de luxo está associado à experiência, à marca, ao conceito de autor e à exclusividade”. Nesse sentido, os autores Bruno da Rocha, Carla_M_Jewellery, Cecília Ribeiro e Sopro Jewellery vão participar, em Amesterdão, na Sieraad Art Fair, evento que está vocacionado para a joalharia contemporânea e irá reunir cerca de 160 ‘designers’ de mais de 40 países.

Os novos criadores portugueses apresentam neste evento “conceitos e estéticas inovadoras, estão a despertar a atenção internacional”, refere a AORP em comunicado.

“Trata-se da chancela de qualidade e de prestígio em termos de joalharia e o caminho internacional da joalharia de autor, apesar de ser relativamente recente, mas em crescendo, permite ao setor em Portugal apresentar peças menos tradicionais e mais arrojadas”, explicou à Lusa Fátima Santos.

Em Portugal, a joalharia tradicional “não está associada à massificação”, tirando uma ou outra empresa.

Os criadores fazem/criam normalmente peças em pequena escala, pelo que o setor sendo atomizado é constituído por microempresas que em média têm dois a três trabalhadores.

Daí que pela atual tipologia do setor da joalharia a AORP entende que “há um potencial e uma dinâmica muito grande a nível internacional”, além de que a internet também tem vindo a dar “uma grande visibilidade” pelo que “as oportunidades “são grandes”.

Segundo Fátima Santos, a joalharia portuguesa “sempre foi reconhecida internacionalmente pelo perfeccionismo da arte e pela atenção ao detalhe”.

“Mas hoje, as atenções viram-se para as marcas de autor que, aliando este nosso saber-fazer a novos conceitos e linguagens criativas, colocam Portugal no mapa do design contemporâneo internacional”, disse.

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