António Guterres: “Não podemos parar a inovação”

O secretário-geral das Nações Unidas deu as boas-vindas ao seu país e alertou para a importância de discutir temas como as alterações climatéricas em eventos como o Web Summit.

“Bem-vindos ao meu país”. Foi esta a frase de boas-vindas que o secretário-geral das Nações Unidas usou para dar início à sua intervenção no primeiro dia de Web Summit. Recebido com aplausos e entusiasmo, António Guterres não escondeu o orgulho de estar de volta a casa para assistir àquela que é a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia do mundo.

O entusiasmo do início estendeu-se durante a primeira parte do seu discurso: Guterres falou do estado do mundo onde a pobreza diminui, o talento contamina e as condições de vida melhoram. Tudo para depois enumerar os enormes desafios com que a humanidade se depara atualmente.

“Os governos e as instituições esquecem-se dos danos colaterais destas mudanças”, alertou. Para depois falar especificamente de um problema cada vez mais “devastador”: as alterações climáticas. “As alterações climáticas cruzadas com outras tantas tendências têm criado as maiores ameaças que conhecemos”, disse, dando como exemplo os furacões, os incêndios e todos as outras catástrofes naturais.

Guterres apelou ainda a que os participantes aproveitem os quatro dias de evento para ouvir discussões e debater todos estes temas, uma vez que a solução para estes desafios não será interromper o progresso. “Não podemos parar a inovação. Temos de nos adaptar à mudança”, sublinhou. O apelo à “combinação de poder” entre governos, empresas e até Academia também foi feito.

António Guterres foi um dos nomes que ocupou o palco no dia de inauguração da 2ª edição do Web Summit em Lisboa. Antes, foi a vez de Paddy Cosgrave, o português Nuno Sebastião — que apresentou um convidado especial — e a comissária Europeia para a Concorrência.

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