Portugal eleito para o Conselho Executivo da UNESCO

  • Lusa
  • 9 Novembro 2017

Governo diz que a "presença de Portugal no Conselho Executivo da UNESCO constitui uma mais-valia para a projeção da imagem do nosso país a nível internacional". Mandato prolonga-se até 2021.

Portugal foi eleito para o Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), mandato que irá prolongar-se até 2021, anunciou o Governo.

Numa nota enviada às redações, o Ministério dos Negócios Estrangeiros congratulou-se com a eleição, formalizada em Paris durante uma votação secreta na 39.ª Conferência Geral da UNESCO, recordando que é a quarta vez que Portugal é eleito para este órgão da UNESCO. Portugal esteve pela última vez no Conselho Executivo da UNESCO entre 2005 e 2009.

“Trata-se do culminar de uma intensa e bem-sucedida campanha da candidatura portuguesa para este lugar que envolveu ativamente toda a rede diplomática portuguesa, com destaque para a Missão Permanente de Portugal junto da UNESCO, liderada pelo Embaixador José Filipe Moraes Cabral”, referiu o comunicado da diplomacia portuguesa.

A eleição de Portugal para o Conselho Executivo da UNESCO, prioritária para o governo, reflete o reconhecimento internacional da importância que o nosso país atribui ao multilateralismo, conforme ficou bem patente no trabalho aberto, transparente e inclusivo que Portugal desenvolveu durante o mandato que exerceu no Comité do Património Mundial da UNESCO”, prosseguiu o ministério tutelado por Augusto Santos Silva.

Sobre o novo mandato, segundo frisou a mesma nota, Portugal “promoverá o diálogo e os princípios de respeito mútuo e de solidariedade entre as nações, o combate à desigualdade e à pobreza, procurando fortalecer a educação, o conhecimento científico e a diversidade cultural, instrumentos essenciais para o desenvolvimento sustentável”.

“É entendimento do governo que a presença de Portugal no Conselho Executivo da UNESCO constitui uma mais-valia para a projeção da imagem do nosso país a nível internacional e permite uma capacidade de intervenção acrescida na comunidade internacional”, concluiu a diplomacia portuguesa.

O embaixador de Portugal em Paris e Representante Permanente de Portugal junto da UNESCO, José Filipe Moraes Cabral, disse por sua vez à Lusa que esta eleição “é um reconhecimento pelo compromisso sério e permanente de Portugal com os ideais, os valores e os objetivos perseguidos pela UNESCO, e depois é uma prova de confiança na capacidade também de Portugal zelar por estes objetivos, de uma maneira ainda mais expressiva, no Conselho Executivo”.

“Vamos trabalhar no sentido de uma maior eficácia, uma maior credibilização da UNESCO e, também, enfim, contribuir para uma maior transparência, uma maior responsabilização dos órgãos exigentes e uma maior participação de todos, contribuindo para uma maior coesão no seio da organização”, disse o Representante Permanente de Portugal junto da UNESCO.

O Conselho Executivo da UNESCO é composto por 58 membros, eleitos por quatro anos, que vão “definir, aplicar e concretizar as políticas que são definidas pelos órgãos dirigentes da organização: a Diretora-Geral, a Conferência Geral e o Conselho Executivo”.

De acordo com a própria organização, o Conselho Executivo “é, de alguma forma, o conselho de administração da UNESCO”, tendo por missão preparar o trabalho da Conferência Geral e “assegurar-se que as suas decisões são executadas”.

Além de eleger os novos membros da Comissão Executiva, os 195 Estados-membros presentes na conferência geral em curso escolhem a nova diretora-geral – ex-ministra francesa da Cultura Audrey Azoulay – e adotam um orçamento e um programa para os próximos dois anos.

A eleição de Azoulay formaliza a escolha feita pela votação do Conselho Executivo, em outubro, e será feita na sexta-feira, dia 10. A tomada de posse verificar-se-á no fecho da conferência.

Portugal aderiu à UNESCO em 1965, retirou-se da organização internacional em 1972 e reingressou em 11 de setembro de 1974.

Com 195 Estados-membros e oito membros-associados, esta agência da ONU tem um objetivo ambicioso: “Construir a paz no espírito dos homens através da educação, ciência, cultura e comunicação”.

A UNESCO, conhecida como uma das guardiãs do património cultural mundial, é sobretudo reconhecida pelos seus programas educativos e pela elaboração da lista de património mundial cultural e natural.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal eleito para o Conselho Executivo da UNESCO

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião