BE quer que solução dos professores tenha efeito antes de 2020

O Bloco de Esquerda submeteu uma proposta para alterar o Orçamento que obriga o Governo a começar a contar o tempo de serviço dos professores ainda nesta legislatura.

O BE avançou com uma proposta que obriga o Governo a começar a contabilizar integralmente o tempo de serviço para efeitos de progressões dos professores ainda na presente legislatura. Ou seja, em 2018 ou em 2019, ano de eleições legislativas. Joana Mortágua fez o anúncio no Parlamento, após constatar que as negociações entre o Executivo e os sindicatos não resultaram em nenhum acordo até ao momento.

“O Bloco de Esquerda não falha aos trabalhadores”, assinalou a deputada bloquista, referindo que a proposta garante que “não exista um apagão”. Contudo, para além de obrigar à contabilização integral do tempo de serviço para efeito de progressão na carreira, a proposta do BE faz também uma limitação temporal.

A negociação tida com os sindicatos tem de produzir efeitos ainda nesta legislatura.

Joana Mortágua

Deputada do Bloco de Esquerda

“A negociação tida com os sindicatos tem de produzir efeitos ainda nesta legislatura. Não aceitamos que haja discriminações na forma como esse descongelamento é feito. Não pode ser uma promessa para futuras legislativas. É pelos próximos dois anos que o Governo responde”, argumenta a deputada bloquista.

Ainda assim, o Bloco diz não querer interferir nas negociações com os sindicatos e, por isso, deixa para essas reuniões a forma como o faseamento será planeado.

A proposta de alteração estabelece “contabilização integral do tempo de serviço para efeitos de reposicionamento e progressão na carreira docente (…), em termos a negociar com as organizações sindicais representativas dos docentes, cuja aplicação se deverá iniciar no âmbito da XIII Legislatura“, ou seja, da presente legislatura.

(Atualizado às 22h19)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BE quer que solução dos professores tenha efeito antes de 2020

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião