Esquerda desce na popularidade. PSD e CDS ganham votos

  • ECO
  • 17 Novembro 2017

O barómetro de novembro da Eurosondagem aponta para uma descida na popularidade dos partidos de esquerda, que se traduz em perdas na intenção de voto. Contudo, PS continua à frente.

Na mesma altura em que se debate o Orçamento do Estado, o Expresso (acesso pago) e a SIC lançaram uma sondagem que deteta uma perda de popularidade da “geringonça” — o PS regista a maior quebra entre os vários partidos. Ainda assim, aparece como o preferido dos eleitores, reunindo 40% das intenções de voto. O PSD segue-se na lista e aproxima-se, 28,4%. Marcelo Rebelo de Sousa destaca-se como a personalidade política mais querida entre os portugueses.

O estudo foi executado entre 8 e 15 de novembro pela Eurosondagem. Nestes dias, além das discussões em torno das medidas a constar no Orçamento do Estado, o Governo enfrentou ainda a greve da Função Pública e o surto de legionella, que matou cinco pessoas.

De acordo com a sondagem, se existissem agora eleições, o PS teria a maioria dos votos — 40% –, mas este desempenho representa também a maior quebra de confiança, com uma descida de um ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior. O parceiro da geringonça, Bloco de Esquerda, reúne 8,7% das intenções de voto, menos 0,3 p.p. do que em setembro.

Intenção de Voto (%)

À direita notam-se progressos. O PSD com 28,4% é o segundo partido mais popular, o que consiste num aumento de 0,4 p.p. O CDS consegue a preferência de 6,6% dos inquiridos (um aumento de 0,6 p.p).

Ao nível das personalidades da vida política, é Marcelo o “campeão”, com uma aprovação de 62,5 pontos, que tem em conta a avaliação positiva de 70% dos inquiridos e negativa de 7,5%. É o único que melhora o resultado. Os 62,5 pontos de Marcelo comparam com os 32,3 de António Costa, uma quebra de 2,1 pontos para o primeiro-ministro.

O estudo foi feito através de entrevista telefónica a 1.010 votantes distribuídos por várias regiões do país — Norte, Centro, e as cidades do Porto e Lisboa. O erro máximo da amostra é de 3,08%, para um grau de probabilidade de 95%.

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