Trabalhadores da saúde fazem greve a 24 de novembro

  • Marta Santos Silva
  • 21 Novembro 2017

Esta sexta-feira, os trabalhadores da saúde fazem greve pela inclusão daqueles que têm Contratos Individuais de Trabalho no processo de descongelamento das carreiras

Os trabalhadores da saúde vão fazer greve esta sexta-feira, 24 de novembro, após uma convocatória de vários sindicatos, tanto afetos à UGT como à CGTP, contra a exclusão de cerca de 40 mil trabalhadores com contrato individual de trabalho (CIT) do processo de descongelamento de carreiras.

São cerca de 40 mil, segundo um comunicado enviado pela FESAP às redações, os trabalhadores que, por terem um contrato individual de trabalho nos hospitais EPE, se vêm com muitas diferenças na sua situação laboral relativamente aos trabalhadores com um contrato de funções públicas.

“Nesta situação encontram-se mais de 40 mil trabalhadores de diversas carreiras do setor da Saúde, desde assistentes operacionais, assistentes técnicos, enfermeiros, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, entre outros”, lê-se no comunicado, sobre estes trabalhadores que “dependem de instrumento de regulamentação coletiva para que possam ver descongeladas as progressões nas carreiras e que serão prejudicados caso o ACT [Acordo Coletivo de Trabalho] não seja negociado até ao final do ano”.

Tanto a FESAP, ligada à UGT, como a FNSTFPS, ligada à CGTP, convocaram conferências de imprensa para esta quinta-feira nas suas sedes, para dar mais esclarecimentos sobre esta greve do setor da saúde. Os trabalhadores com contrato individual de trabalho ainda não têm, por exemplo, acesso ao horário de 35 horas semanais, tal como não estão incluídos no processo de descongelamento de carreiras.

“Outras importantes questões continuam a carecer de resposta por parte do Ministro da Saúde, como sejam a necessidade de valorização das carreiras de assistentes operacionais e assistentes técnicos, o pagamento das horas a crédito e todas as questões que envolvem os técnicos superiores da Saúde, com destaque para as relacionadas com a criação da carreira de técnico superior de diagnóstico e terapêutica, questões essas que os compromissos assumidos pelo Governo faziam acreditar que, por esta altura, já estariam resolvidas”, acrescenta o comunicado enviado pela FESAP.

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