Frulact aposta no mercado vegetariano e compra startup para diversificar

  • ECO
  • 9 Fevereiro 2018

Frulact aposta no mercado vegetariano com a aquisição da startup 5enseinfood, cujo processo de produção de ingredientes à base vegetal pode ser aplicado numa vasta gama de produtos finais.

Com oito fábricas em três continentes e trinta anos de história, a Frulact acaba de reforçar a sua aposta no mercado vegetariano. A empresa comprou 100% do capital social da 5enseinfood (5IF), uma startup que criou um processo patenteado de produção de ingredientes à base vegetal para a indústria alimentar, avança o Jornal de Negócios (acesso pago).

O projeto empreendedor foi desenvolvido, em 2012, na escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, e tinha sido, até agora, detido por um conjunto de capitais de risco, nomeadamente a Change Partners e a Invicta Angels. As fundadores — Joana Mafalda Inácio e Maria Isabel Franco — eram também acionistas da startup.

A compra da 5IF pelo grupo da família Miranda tem como objetivo diversificar o seu negócio — apostando em áreas complementares do seu núcleo duro — e dar mais um passo na direção dos 200 milhões de euros de faturação consolidada — uma meta que a multinacional quer atingir durante o próximo ciclo do plano estratégico.

A alteração dos hábitos alimentares e nutricionais a uma escala global tem ditado, por um lado, o reposicionamento de muitos dos players tradicionais da indústria alimentar e, por outro, o aparecimento de novos agentes, que trazem uma miríade de novos produtos e soluções para a diversificação e procura de alternativas pelo consumidor final“, justificou a operação o líder executivo da Frulact ao mesmo jornal.

Criada em 1987, empresa da família Miranda tem sede na Maia e fechou o último ano com 112 milhões de euros em vendas, mais sete milhões de euros do que em 2016. A Frulact emprega 725 pessoas, das quais 55 no seu centro de inovação.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Frulact aposta no mercado vegetariano e compra startup para diversificar

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião