Cristas vê-se primeira-ministra. “Sou melhor que Rio”

  • ECO
  • 10 Março 2018

Assunção Cristas assume a ambição de querer ser primeira-ministra e diz ser "melhor" do que Rui Rio. O congresso do CDS decorre este fim de semana em Lamego.

Em vésperas de congresso, a sucessora de Paulo Portas colocou a fasquia elevada: quer transformar o CDS no maior partido da direita em Portugal e chegar a primeira-ministra nas eleições de 2019. Recusando desde já a ideia de bloco central, Assunção Cristas assume-se “melhor” do que Rui Rio, rejeitando o cenário imediato de vice-primeira-ministra num Governo liderado pelo PSD. Mas os adversários continuam a ser o “PS e as esquerdas unidas”, garante em entrevista ao Expresso (acesso pago) este sábado.

Depois de um longo período em coligação com o PSD, o CDS vai lançar-se sozinho às eleições do próximo ano. “A melhor maneira de conquistarmos espaço no centro-direita é termos duas vozes autónomas e independentes para que as pessoas tenham mais escolhas“, diz Cristas, assinalando que separados chegam a mais pessoas. Na sua cabeça está um só número: “Farei tudo para que o número de 116 [deputados] seja alcançado”, garante, afirmando-se como a “alternativa claríssima ao socialismo”.

Mas a possível coligação pós-eleitoral não inibe as ambições da líder do CDS. Assunção Cristas diz que “lidera a oposição”, que “tem as melhores propostas”, que “tem mais trabalho de cada feito” e que “tem os melhores protagonistas”. E vai mais longe: “Eu acho que sou melhor [do que Rui Rio], mas não me compete a mim avaliar”. Falando num possível bloco central, até deixa descair uma crítica implícita, afastando o CDS desse cenário: “Se outros o quiserem fazer, enfim”, comenta.

“As pessoas que votam no CDS saberão que um voto no CDS é a garantia de que não queremos nada com o PS”, garante, referindo que continuará a ser “muito firme” e “muito incómoda” para o primeiro-ministro. “Costa é alguém que proclama consenso, mas não está disponível“, ataca, apesar de achar “sempre que as pessoas podem mudar”.

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