Geração da internet está longe de abandonar lojas físicas

  • Juliana Nogueira Santos
  • 3 Abril 2018

Por mais ligados ao mundo que estejam, na hora de comprar os millennials continuam a preferir olhar para os vidros das lojas do que para os ecrãs dos telemóveis.

Compras online ou em loja física? Os millennials preferem ver as montras das lojas.Bruce Mars/Pexels

Os millennials são a geração da internet. Estes jovens andam permanentemente com o mundo na palma da mão, ligados através de um ecrã a milhares de pessoas. Mas na altura de fazer compras, e por mais oferta que exista online, estes continuam a preferir olhar pelos vidros das montras.

Segundo o Observador Cetelem Millennials, um estudo focado na faixa etária dos 18 aos 34 anos, 57% dos millennials europeus e 58% dos portugueses afirmam que gostam e lhes dá prazer fazem compras nas lojas físicas, uma ideia, que segundo o estudo, é quase contrária à visão digital da geração.

Ainda que exista cada vez uma oferta mais extensa, estes jovens preferem fazer suas compras presencialmente, com todos o benefícios que isso traz: a oportunidade de ver e experimentar antes de comprar, o atendimento personalizado, o imediatismo de ter o produto na mão assim que é comprado, etc..

O desafio está em saber como ir ao encontro das elevadas expetativas desta geração, com o objetivo de poder enfrentar os gigantes do mundo online. Até porque se são hoje relevantes, serão os principais atores e consumidores no futuro próximo.

Observatório Cetelem

O desafio está agora na mãos dos grandes retalhistas, como apontam os especialistas do Cetelem. “Para os diferentes players do retalho, o desafio está em saber como ir ao encontro das elevadas expectativas desta geração, com o objetivo de poder enfrentar os gigantes do mundo online. Até porque se são hoje relevantes, serão os principais atores e consumidores no futuro próximo”, lê-se ainda.

Como é esta nova geração de compradores?

Para além das preferências de consumo, o Cetelem quis também saber a perceção que as outras gerações têm dos mais jovens. “Em tempos de crise, os mais novos estiveram desencantados e até resignados. Por outro lado, é um hábito secular e continuamos a não fugir à regra: as gerações mais velhas tendem a fazer duros julgamentos das gerações mais novas”, pode ler-se no estudo.

No entanto, o que se verifica é exatamente o contrário. “Esta é uma geração positiva, com entusiasmo lúcido. Num momento em que o otimismo floresce, veem também o futuro com um ‘otimismo racional'”, conclui ainda estudo.

Já os jovens da Geração Y — ou seja, os que nasceram entre a década de 80 e 90 –, são destacados no estudo pela sua “orientação e dedicação ao trabalho, fruto da conjuntura económica do início da década, que privou muitos de oportunidades e os obrigou a atalhar por caminhos inicialmente pouco espectáveis”.

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