CDS leva PE a votos no Parlamento. Vai apresentar alternativas

  • Rita Atalaia
  • 13 Abril 2018

Pedro Mota Soares afirma que o modelo económico por Centeno é "uma oportunidade perdida". O CDS vai, por isso, apresentar um projeto de resolução contra o Programa de Estabilidade.

O CDS vai apresentar um projeto de resolução contra o Programa de Estabilidade do Governo. Pedro Mota Soares considera que o modelo económico apresentado por Mário Centeno é uma “oportunidade perdida”, questionando como é que o Executivo alcançou o défice de 0,7%. O deputado centrista diz, por isso, que o partido vai apresentar alternativas que coloquem a economia num “crescimento sólido, sustentável e robusto”. Também o Bloco de Esquerda vai levar a nova meta do défice a votação na próxima semana.

“Tal como aconteceu nos últimos dois anos, o CDS vai levar este programa a votos. É preciso que haja uma clarificação”, afirmou Pedro Mota Soares depois de Mário Centeno ter apresentado o Programa de Estabilidade, onde revelou um défice de 0,7% face aos 1,1% definidos no Orçamento do Estado para 2018.

"Tal como aconteceu nos últimos dois anos, o CDS vai levar este programa a votos. É preciso que haja uma clarificação.”

Pedro Mota Soares

Deputado do CDS

O deputado centrista considera que “o modelo económico apresentado representa uma oportunidade perdida”, afirmando que a economia está a desacelerar. E “isto é feito com a carga fiscal mais elevada desde que há registo”, refere Pedro Mota Soares.

Por isso, o CDS vai apresentar alternativas. Propõe um estatuto de benefícios fiscais para o interior do país, a redução do imposto sobre a gasolina e o gasóleo, bem como medidas para ajudar as empresas a investirem mais. “Vamos colocar Portugal numa rota de crescimento sólido, sustentável e robusto.”

Além do CDS, o Bloco de Esquerda também anunciou que vai avançar com projeto de resolução contra a meta do défice de Mário Centeno. Mariana Mortágua critica a decisão “unilateral” do Governo de alterar a meta do défice deste ano para 0,7% face aos 1,1% que ficaram definidos no Orçamento de Estado para 2018. Já o PS diz que o projeto de resolução do Bloco não passa de um “equívoco”.

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