Corticeira tocou o sino e prometeu investir mais 50 milhões

A família Amorim marcou presença esta quinta-feira na Euronext, em Lisboa, para comemorar os 30 anos da Corticeira em bolsa. "Uma alavanca essencial", afirmou António Rios de Amorim.

Foi esta quinta-feira que a família Amorim tocou o sino na sede da Euronext, na comemoração dos 30 anos da empresa na bolsa de Lisboa. “Três décadas de muito trabalho, riscos e oportunidades”, começou por dizer António Rios de Amorim, referindo-se a esta entrada no mercado de capitais como uma “importante alavanca para a empresa”. Para o CEO do grupo, o futuro “não é um desafio, mas sim uma oportunidade”, por onde passará um investimento de 50 milhões de euros.

30 anos da Corticeira Amorim em bolsaEuronext

A líder mundial de produtos de cortiça conta com 148 anos de existência, mas foi a 19 de abril de 1988 que se estreou no mercado acionista nacional. A Euronext não deixou passar em branco esta data e reuniu alguns dos membros da família Amorim, entre eles Nuno Barroca, casado com Marta Amorim, e Paula Amorim, acionista da Galp Energia.

Nunca nos passou pela cabeça tirar a Corticeira Amorim da bolsa”, afirmou António Rios de Amorim, CEO da empresa. “A decisão de cotar a corticeira em bolsa foi uma alavanca essencial na profissionalização da gestão”, continuou, reiterando que “crescer rentavelmente” é o lema da Corticeira Amorim.

"Foi uma empresa que demonstrou conhecer as vantagens do mercado de capitais e que soube aproveitá-las.”

Teresa Lehmann

Secretária de Estado da Indústria

Esta não é uma empresa nem uma família qualquer“, começou por dizer Teresa Lehmann, secretária de Estado da Indústria, também presente no evento. “Foi uma empresa que demonstrou conhecer as vantagens do mercado de capitais e que soube aproveitá-las”, referindo-se ao grupo como um “mercado estratosférico”, que deu um “contributo extraordinário para a economia nacional”.

Entrega do prémio de 30 anos de comemoração em bolsaEuronext

Para os próximos dois anos, António Rios de Amorim revelou ainda um investimento de 50 milhões de euros, que será usado para reforçar instalações, nomeadamente no “aumento da capacidade das rolhas para espumantes e vinhos correntes”, numa “fábrica piloto com novas tecnologias”, em que se irá combinar a cortiça com outros materiais, e ainda na fábrica em Napa Valley, na Califórnia, que até agora era alugada. O CEO antecipa no futuro próximo um “período de maior tensão” no setor, devido, em parte, à menor disponibilidade da cortiça, que “vai ter impacto no preço”.

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