Carrefour aposta nas lojas abertas 24 horas por dia

  • ECO
  • 27 Abril 2018

Em Espanha, as regras dos horários não são tão flexíveis como em Portugal. Ainda assim, o Carrefour já começou a implementar lojas abertas 24 horas por dia. Objetivo é aproximar o físico do digital.

Como aproximar mais o comércio físico do comércio eletrónico? Para o grupo Carrefour, a resposta é simples: ter as lojas abertas 24 horas por dia, todos os dias. Não é algo fácil em Espanha, tendo em conta que ainda não há liberalização de horários como já acontece em 12 países da União Europeia — Portugal incluído. Mas a companhia, com origens em França, já está a dar os primeiros passos onde pode, mais propriamente em Madrid.

A problemática é exposta num trabalho publicado esta sexta-feira pelo El Confidencial. No mercado, em Espanha, os gestores de empresas como a Carrefour ou mesmo a Ikea e o El Corte Inglés defendem que mais liberdade não faria mal a ninguém. “Por nós, abríamos todas as lojas aos domingos”, disse um diretor ao jornal. Segundo o jornal espanhol, há mesmo a ideia de que “Espanha tem a regulação mais restritiva ao comércio de toda a União Europeia”. O pedido vai no sentido de uma maior liberdade.

De qualquer forma, o Carrefour já começou a implementar a ideia em Madrid, numa tentativa de se aproximar também da Amazon, a gigante mundial do comércio e da tecnologia, que também tem operações em Espanha. É por isso que já tem lojas abertas continuamente na região de Madrid: serão nove super e hipermercados no total a seguir já esta nova estratégia.

Mas, por agora, é tudo. O modelo ainda não é exequível em muitos sítios, ainda que haja a intenção de expandir o formato a outros centros urbanos de grandes dimensões, como Barcelona, Valência ou Bilbau. Escreve mesmo o jornal que “qualquer cidade espanhola com mais de 100.000 habitantes”, que seja “recetora de turistas” e com “ruas por onde passe muita gente” é uma candidata perfeita a ter destes hipermercados abertos 24 horas por dia.

Em Portugal já existem cadeias de retalho com lojas abertas 24 horas por dia. É o caso do Pingo Doce junto ao posto de gasolina da BP no Restelo, segundo avançou o jornal NiT em 2015, ou mesmo o da Estrada da Luz.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Carrefour aposta nas lojas abertas 24 horas por dia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião