Facebook vai ter um botão para apagar o histórico de navegação

O Facebook vai permitir aos utilizadores apagarem o histórico de sites visitados e aplicações usadas, informações que são recolhidas e guardadas pela rede social.

O presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou esta terça-feira que a rede social vai passar a permitir que os utilizadores apaguem as “informações sobre aplicações e sites com os quais interagiram” e que são recolhidas pela plataforma. Será uma espécie de botão para esvaziar o histórico do utilizador fora daquilo que é a plataforma do Facebook, mais propriamente dita.

“Nos browsers de internet, há uma forma simples de apagar os cookies [pedaços de informação que são guardados pelos sites no dispositivo do utilizador] e o histórico”, começou por comparar Mark Zuckerberg, numa publicação feita no Facebook e no mesmo dia em que a empresa promove a F8, uma conferência destinada aos programadores, que decorre em Silicon Valley.

Isto para dizer, depois, que o Facebook vai levar a cabo uma atualização para trazer esta ideia para a rede social. “Quando lançarmos a atualização, poderá ver informação sobre as aplicações e os sites com os quais interagiu, e poderá apagar essa informação da sua conta. Também terá a opção de desligar a recolha dessa informação na sua conta”, avançou o gestor.

Mas, tal como quando se apaga o histórico do browser da internet, eliminar estas informações do Facebook irá trazer alguns entraves à experiência na rede social, na medida em que “o Facebook não será tão bom enquanto vai reaprendendo as preferências” do utilizador. De qualquer forma, o gestor diz acreditar que é importante que os utilizadores do Facebook tenham a capacidade de escolher apagar ou manter as informações em causa nas respetivas contas.

Esta medida surge depois de se saber que a consultora Cambridge Analytica terá usado indevidamente os dados pessoais de 87 milhões de utilizadores do Facebook. Desde então, melhorar os controlos de privacidade tem sido uma prioridade para a empresa presidida por Mark Zuckerberg. Até porque teve de se sentar durante dez horas no Congresso, para duas audições distintas, em que foi interrogado pelos políticos acerca das práticas e metodologias usadas pelo Facebook.

Aliás, Zuckerberg termina mesmo a mensagem desta terça-feira com uma confissão: “Uma coisa que aprendi da experiência de testemunhar no Congresso é que eu não tenho respostas suficientemente claras para algumas questões acerca dos dados. Estamos a trabalhar para que esses controlos sejam mais fáceis e teremos novidades em breve”, garantiu.

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