Juros portugueses sobem pelo sexto dia. A culpa é de Itália

Italianos conhecem esta segunda-feira o nome do novo primeiro-ministro. Investidores desconfiam da solução de Governo em Itália e colocam pressão nos juros da dívida da periferia da Zona Euro.

Itália continua a ser motivo de preocupação para os investidores perante a iminência da coligação formada pela Liga Norte e o movimento Cinco Estrelas chegar ao poder naquela que é a terceira maior economia da Zona Euro. É esta segunda-feira que será conhecido o nome do novo primeiro-ministro. E os juros portugueses sobem pela sexta sessão consecutiva para máximos de mais de dois meses.

É o caso da taxa de juro associada às obrigações do Tesouro portuguesas a dez anos, que subia mais de sete pontos para 1,914%, o valor mais elevado desde 5 de março, segundo a Reuters. Mas as yields nacionais subiam em todos os prazos: na maturidade cinco anos, a taxa aumenta quase seis pontos para 0,743%.

Lá por fora, a tendência de agravamento da perceção de risco também afeta sobretudo os mercados periféricos. Em Itália, o epicentro de toda a turbulência, a yield implícita na dívida a dez anos avança seis pontos para 2,25%. Também os juros espanhóis no mesmo prazo avançam três pontos para 1,46%.

Juros portugueses sobem há seis sessões

Fonte: Reuters

Isto acontece no dia em que os italianos deverão finalmente conhecer o novo líder do Executivo, depois dos líderes dos dois partidos populistas terem chegado a acordo para uma coligação e um plano de Governo que deixa dúvidas junto dos investidores, nomeadamente no que toca ao controlo da dívida pública. Entre as medidas previstas está uma descida dos impostos, a redução da idade da reforma e um aumento dos gastos públicos.

“Se o novo Governo assume o risco de não respeitar os seus compromissos em relação à dívida, ao défice e à limpeza dos bancos, a estabilidade financeira na Zona Euro estará ameaçada”, sublinhou o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, em entrevista à rádio Europe 1. O Governo francês foi o primeiro da Zona Euro a alertar para as consequências do programa do novo futuro Governo italiano.

“Eu respeito a decisão soberana dos italianos, mas há compromissos que são maiores do que qualquer um de nós”, lembrou Le Maire.

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