Alívio da tensão política em Itália dá ganhos em Lisboa. BCP e EDP sobem mais de 1%

A nomeação de um Governo em Itália deu tranquilidade aos investidores europeus. Lisboa também beneficiou, numa sessão em que nove cotadas fecharam com ganhos superiores a 1%.

A bolsa de Lisboa fechou em alta esta segunda-feira, com o principal índice nacional a acompanhar a tendência das congéneres europeias face ao aliviar da tensão política em Itália. Os setores da banca, construção e energia foram os que mais contribuíram para os ganhos e apenas três empresas encerraram a sessão no vermelho.

Num dia em que o Stoxx 600 avançou 0,32% para 388,08 pontos, o português PSI-20 somou 1,21% para 5.584,2 pontos. No setor financeiro, a subida de 1,37% do BCP foi a que mais ajudou aos ganhos, com os títulos do banco a valerem agora 26,72 cêntimos. Mas não foi a única empresa a brilhar.

Nove empresas do PSI-20 fecharam o dia com ganhos acima de 1%. As bolsas europeias beneficiam assim do alívio da tensão política em Itália, com a nomeação de um Governo encabeçado por Guiseppe Conte. O destaque vai para a Mota-Engil, que viu as suas ações valorizarem 4,95% para 3,39 euros, recuperando das perdas registadas na semana passada. Analistas ouvidos pela Reuters apontam para uma mera “recuperação técnica”.

Também os ventos da EDP Renováveis sopraram favoravelmente, com as ações da empresa de João Manso Neto a somarem 2,77% para 8,17 euros, em pleno processo da OPA dos chineses ao grupo EDP. A empresa-mãe, liderada por António Mexia, valorizou 1,54% para 3,41 euros, dando igualmente um contributo significativo para os ganhos registados no índice nacional.

Ainda no setor energético, a Galp Energia somou 0,60% para 16,05 euros. A desvalorização expressiva do petróleo acabou por não penalizar a petrolífera portuguesa, num dia em que o preço do Brent, referência para as importações nacionais, recua 1,54%. Cada barril negoceia em Londres a 75,63 euros.

Destaque negativo para as ações dos CTT. Os títulos dos correios recuaram 0,42% para 2,842 euros. A companhia gerida por Francisco de Lacerda encontra-se a implementar um plano de reestruturação face à queda acentuada do negócio da entrega de cartas e, desde o início do ano, a empresa já perdeu 18,62% do seu valor.

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