PS quase triplicou lucros em 2017. Ganhou 723 mil euros

  • ECO
  • 4 Junho 2018

O partido seguiu, segundo Luís Patrão, uma política de "redução de gastos", o que se traduziu numa diminuição nas compras de bens e serviços externos, bem como nas despesas com pessoal.

O Partido Socialista (PS) fechou o ano de 2017 com um saldo positivo de 723 mil euros, mais 183,2% do que em 2016, em que tinha registado lucros de 255 mil euros. As contas do partido, divulgadas esta segunda-feira pelo Público (acesso condicionado), confirmam a tendência positiva que tinha sido atingida pela primeira vez desde 2012.

O Público teve acesso ao Relatório de Contas que será apresentado à Comissão Nacional do PS esta quarta-feira, aquando da eleição do Secretariado e Comissão Parlamentar do partido. Os lucros de 723,4 mil euros foram ainda confirmados pelo secretário nacional com o pelouro da Administração e Finanças do partido, Luís Patrão.

O partido seguiu, segundo Luís Patrão, uma política de “redução de gastos”, o que se traduziu numa diminuição nas compras de bens e serviços externos, bem como nas despesas com pessoal. Assim, os rendimentos de 2017 ficaram-se pelos 7,9 milhões de euros e as despesas fixaram-se nos 7,2 milhões de euros.

Sobre a dívida do partido, Luís Patrão afirmou que “o endividamento global reduziu-se em 1,9 milhões, dos quais 700 mil euros na dívida bancária e 1,2 milhões na dívida aos fornecedores”. As contas das autárquicas estão por fechar, mas o partido prevê que as despesas caiam entre quatro a cinco milhões abaixo do valor registado em 2013.

Já a contar para as operações deste ano, o congresso do fim de semana passado, na Batalha, custou 350 mil euros, praticamente um terço daquilo que tinha custado o primeiro congresso de António Costa, em novembro de 2014.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PS quase triplicou lucros em 2017. Ganhou 723 mil euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião