Queixas na saúde disparam. Do público ao privado, conheça os hospitais com mais reclamações

  • ECO
  • 8 Junho 2018

Hospitais da Amadora, Lisboa e Algarve são os que receberam o maior número de reclamações. Queixas de utentes de serviços de saúde dispararam quase 20% no ano passado.

As reclamações no setor da saúde dispararam no ano passado. Ao todo, foram feitas 70.120 reclamações pelos utentes dos serviços de saúde, o que representa um aumento superior a 18% em relação a 2016. Hospitais da Amadora, Lisboa e Algarve lideram no número de reclamações, de acordo com o relatório do Sistema de Gestão de Reclamações.

O “procedimentos administrativos” foram o principal motivo das reclamação, respondendo por 20,3% das queixas, superando os tempos de espera que lideram no ano anterior. Foi “particularmente reclamada a qualidade da informação institucional disponibilizada“, refere o documento divulgado, esta quinta-feira, pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

Seguem-se os “tempos de espera” (19,5% das reclamações), “em especial o tempo de espera para atendimento clínico não programado superior a uma hora”. Por fim, a “focalização do utente” mereceu 17% das queixas, “salientando-se as questões relacionadas com delicadeza/urbanidade do pessoal clínico”.

Entre os hospitais, no setor público, o Hospital Professor Dr. Fernando Fonseca, na Amadora, foi o mais reclamado na categoria de estabelecimentos com internamento, com um total de 2.185, o equivalente a quase 15% das reclamações neste segmento. Segue-se a Unidade Hospitalar de Faro, com 1.940 reclamações, e o Hospital Garcia de Orta, com 1.710 reclamações.

Fonte: Entidade Reguladora da Saúde.

Quanto aos estabelecimentos sem internamento, ainda no setor público, a Unidade de Saúde de Portimão, o centro de saúde de Paço d’Arcos e a Unidade de Saúde de Faro foram os mais reclamados.

Já no setor privado, o Hospital da Luz, o Hospital CUF Descobertas, o Hospital Lusíadas e o Hospital CUF Infante Santo, todos os em Lisboa, foram os mais reclamados entre os estabelecimentos com internamento.

Fonte: Entidade Reguladora da Saúde.

A ERS ressalva que, em todos estes casos, o número de reclamações refere-se aos valores brutos, “sem qualquer ponderação ou rácio quanto à sua dimensão, produção ou população alvo”.

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