Certificados captam mais de 150 milhões em maio. É um máximo de sete meses

O investimento nos produtos de poupança do Estado cresceu em maio pelo terceiro mês consecutivo, até um máximo de sete meses. Aumento deve-se aos certificados do Tesouro, já que os de aforro caíram.

Os portugueses estão a reforçar a aposta nos produtos de poupança do Estado, após alguns meses de subscrições baixas. Em maio, o investimento em certificados cresceu 155 milhões de euros, naquele que foi o terceiro mês consecutivo de crescimento deste tipo de investimento. Os certificados do Tesouro continuam a ser a fonte de captação de poupanças dos portugueses, atingindo um máximo de sete meses. Nos certificados de aforro mantém-se a tendência de queda.

De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o financiamento do Estado através de certificados cresceu 155 milhões de euros no mês de maio. Esse valor resulta do aumento em 169 milhões de euros das aplicações líquidas em Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC), mas também da quebra em 14 milhões de euros no investimento em certificados de aforro.

Evolução mensal das aplicações em certificados

Fonte: Banco de Portugal

O valor aplicado em CTPC é o mais elevado desde que esses novos títulos de poupança foram lançados em outubro do ano passado, em substituição dos extintos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM), mas com a oferta de uma remuneração mais baixa. Os CTPC pagam uma taxa de juro média bruta de 1,38% contra os 2,25% dos anteriores CTPM.

Apesar do corte de remuneração, os CTPC continuam a ser a principal fonte de captação de financiamento do Estado junto dos investidores do retalho. Os 169 milhões de euros captados em maio, elevam para 15.655 milhões de euros o montante aplicado em certificados do Tesouro, sejam eles os originais, os CTPM ou os CTPC.

No que respeita aos certificados de aforro, maio foi o 19º mês consecutivo de retirada de dinheiro. No total, os aforradores portugueses tinham no final de maio 11.878 milhões de euros investidos nas diferentes séries de certificados de aforro. Ou seja, o valor mais baixo desde outubro de 2014, com os investidores a desinvestirem nesse produto devido à fraca atratividade da remuneração oferecida, reflexo das Euribor negativas. Quem subscrever certificados de aforro em junho vai ter direito a uma taxa de juro de 0,675%, bastante aquém da garantida pelos CTPC.

(Notícia atualizada às 11h39 com mais informação)

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