Silva Peneda quer PSD a segurar o Governo se esquerda chumbar o Orçamento do Estado

  • ECO
  • 21 Junho 2018

O coordenador para a área da Solidariedade no Conselho Estratégico do PSD, José Silva Peneda, quer que o PSD viabilize o Governo caso a esquerda chumbe o OE19.

José Silva Peneda, que é coordenador da área da Solidariedade no Conselho Estratégico do PSD, defendeu que os social-democratas não devem fazer cair o Governo caso o PCP e o BE tentem inviabilizar o Orçamento do Estado para 2019 no Parlamento. Ainda assim, é um cenário que acredita que não se vai materializar.

“Julgo que vai haver um entendimento com a esquerda”, referiu José Silva Peneda, numa entrevista ao Público (acesso condicionado). “No final, o BE e o PCP vão viabilizar o orçamento. É este o meu feeling“, sublinhou ao jornal. Mas caso de os parceiros desta solução governativa optem por votar contra o documento, Silva Peneda quer que seja o PSD a dar-lhe viabilidade, uma vez que um chumbo no Parlamento poderia fazer cair o Governo de António Costa.

“O Presidente da República já disse claramente que sem Orçamento há eleições. Portanto, aí o PSD não está a votar o Orçamento. Está a decidir se quer eleições antecipadas ou não quer”, considerou José Silva Peneda. E acrescentou: “Sou a favor da estabilidade política e acho que os mandatos devem ser cumpridos. É esta a minha leitura.”

O Presidente da República já disse claramente que sem Orçamento há eleições. Portanto, aí o PSD não está a votar o Orçamento. Está a decidir se quer eleições antecipadas ou não quer. Sou a favor da estabilidade política e acho que os mandatos devem ser cumpridos.

José Silva Peneda

“Se fosse dirigente do PSD, viabilizava o acordo de concertação social”

José Silva Peneda, acredita também que o recente acordo assinado na concertação social cumpre, “em termos gerais”, os propósitos do combate à precariedade. Por isso, diz que o PSD também o deve viabilizar no Parlamento. Noutra parte da mesma entrevista ao Público (acesso condicionado), o antigo líder da concertação também não estranha que a CGTP tenha ficado de fora do acordo, uma vez que “não está vocacionada para assumir compromissos”.

"Não vejo razão nenhuma para que o acordo viesse a ser inviabilizado pelo PSD.”

José Silva Peneda

“Este acordo nasceu com a ideia de combater a precariedade e, em termos gerais, foi conseguido. O que se refere aos contratos a prazo, ao banco de horas, aos estágios, vai nesse sentido”, disse José Silva Peneda, quando questionado sobre como vê o acordo assinado recentemente. Ainda assim, o coordenador do PSD de Rui Rio disse acreditar que havia margem para se “ter ido mais longe”.

Não estando ainda garantida a viabilização das medidas no Parlamento, Silva Peneda lembrou que o primeiro-ministro António Costa foi “muito claro na saudação positiva do acordo” e que, face às críticas do BE e do PCP ao acordo alcançado na concertação social, “ainda há negociações e conversas”. Sobre se terá de ser o PSD a viabilizar o acordo, Silva Peneda foi perentório: “Se eu fosse dirigente do PSD, eu viabilizava o acordo. Não sei se pela abstenção ou voto a favor.”

“O PSD foi sempre um partido que valorizou muito a concertação social. Não vejo razão nenhuma para que o acordo viesse a ser inviabilizado pelo PSD”, apontou ainda Silva Peneda, em entrevista ao Público.

Por fim, o antigo líder do Conselho Económico e Social (CES) disse que a sugestão de Rui Rio de indexar uma parte das pensões de reforma ao ciclo económico “é curto” e “devia fazer parte de uma solução muito mais alargada”. “Não me repugnava que houvesse um entendimento em que se a economia crescesse x%, se a inflação fosse x%, nesse cenário pode aumentar x ou y“, referiu Silva Peneda. Mas não sem reiterar que teria de ser uma medida aplicada a toda a função pública, não só aos professores.

(Notícia atualizada as 10h38 com mais informações)

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