Juros da casa não mexem. Continuam em máximos de novembro de 2016

Enquanto os juros do total de contratos de crédito à habitação ficam inalterados, os juros dos novos contratos descem há três meses consecutivos.

Os juros associados ao crédito à habitação mantiveram-se inalterados em maio. Nesse mês, a taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação fixou-se nos 1,031%, o mesmo valor que já tinha sido registado em abril. Este é o valor mais elevado desde novembro de 2016. Já nos novos contratos, os juros continuam a cair e estão nos valores mais baixos desde o início desta série.

Os dados foram divulgados, esta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que a prestação média vencida também ficou inalterada, nos 240 euros. Já o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos aumentou para 51.852 euros.

A taxa de juro média de 1,031% diz respeito à totalidade dos contratos de crédito à habitação. Contabilizando apenas os contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro foi de 1,511% em maio, o que representa uma queda de 4,8 pontos base face a abril. Esse é o valor mais baixo desde, pelo menos, janeiro de 2009, quando o INE começou a publicar estes dados.

O INE dá ainda conta de que o crédito concedido para a compra de casa, o segmento mais relevante o conjunto do crédito à habitação, registou em maio uma taxa de juro implícita de 1,053% no total dos contratos, um valor também igual ao que se registou em abril. Este é o valor mais elevado desde setembro de 2016.

Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, para a aquisição de habitação, a taxa de juro baixou de 1,557% em abril para 1,5% em maio.

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