Se as bolsas fossem ao Mundial… a Tunísia levava a Taça

No campeonato das bolsas dos países que estão no mundial, o resultado é bastante diferente do esperado desempenho nos relvados das seleções. Portugal fica nos quartos-de-final. Argentina em último.

Desde que foi dado o pontapé de saída do Mundial de 2018, os adeptos de futebol de todo o mundo estão de olhos colados aos ecrãs das televisões a seguir o desempenho das seleções de eleição. A menos de mês de se conhecer o vencedor da competição, está tudo ainda em aberto para a grande maioria das seleções. Para já, Portugal está no bom caminho. Mas se em vez do campeonato da “bola” estivesse em jogo o das bolsas, como se sairia o país? Uma coisa é certa, a Taça não viria para Portugal. A Tunísia seria a grande vencedora da competição.

O ECO olhou para os mercados acionistas das 32 seleções (não forma consideradas as bolsas do Panamá, Senegal e Uruguai por não ter sido possível identificar os respetivos índices) que participam na prova e comparou os respetivos desempenhos no acumulado do ano. Caso o Mundial terminasse antes do apito do arbitro para o pontapé de saída do jogo inaugural que colocou frente a frente em campo a seleção da Rússia e a Arábia Saudita, o resultado final seria bastante diferente daquilo que a maioria das pessoas preveria.

Os tradicionais favoritos como o Brasil, a Argentina, a Alemanha ou a Espanha estariam arredados não só da vitória como das posições cimeiras do ranking dos mercados acionistas representados no Mundial. Fora todas as expectativas, caberia à seleção da Tunísia levar a Taça para casa. No acumulado do ano, o índice bolsista de referência do país do norte de África, ajustado a euros, valorizou mais de 20%. Desempenho que acontece num período particularmente positivo para a bolsa tunisina que neste mês de junho assinalou um máximo de sempre.

Tunísia ganha, Portugal ficava-se pelos quartos de final

Fonte: Reuters

Na final do campeonato dos mercados, a Tunísia conquista a Taça no confronto contra a Arábia Saudita. O mercado bolsista daquele país do Médio Oriente é o vice-campeão dos desempenhos em 2018, ao registar uma valorização acumulada de 16,92%.

Já as terceira e quarta posições são ocupadas apenas por países da América do Sul. Mais em específico, a Colômbia e o Perú, cujos mercados acionistas somam ganhos de 8,52% e 8,05%, respetivamente.

Portugal terminaria o seu percurso no Mundial de 2018 nos quartos-de-final da competição. O PSI-20, índice que serve de referência para a bolsa portuguesa, valorizou desde o início do ano 5,1%. Esse registo coloca a bolsa nacional na sexta posição da competição, logo atrás do Egito, cujo mercado acionista avança 7,68%, em 2018.

Argentina e Brasil entre os piores

Fonte: Reuters

Se a Argentina é tradicionalmente uma das preferidas à vitória dos campeonatos do mundo de futebol, o mesmo já não se poderá dizer do respetivo mercado acionista. O Merval, o índice de referência da bolsa de Buenos Aires, acumula o pior desempenho entre o universo de participantes do mundial dos mercados. Com uma desvalorização acumulada de 24,47% no acumulado do ano, o mercado bolsista da Argentina fica-se pela fase de grupos.

De salientar que a Argentina está a passar por um período economicamente muito difícil, situação que justificou mesmo um pedido de ajuda ao Fundo Monetário Internacional já neste mês de junho. A entidade liderada por Christine Lagarde decidiu emprestar 50 mil milhões de dólares (cerca de 43 mil milhões de euros) ao país liderado por Maurício Macri.

Já o Brasil que corre atrás do hexacampeonato do mundo, caso a seleção apresente o mesmo desempenho que a bolsa de São Paulo, não será desta que atinge o objetivo. O seu principal índice bolsista — o Bovespa — apresenta o segundo pior registo entre as presenças no mundial da Rússia. Desde o início deste ano recua 13,73%, penalizado pela incerteza económica doméstica.

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