Vem aí um novo private equity… para empresas rentáveis

Um grupo de gestores com experiência em private equity lançou uma nova sociedade. A Crest vai gerir um fundo de até 110 milhões de euros para investir em empresas rentáveis.

Há uma nova sociedade de private equity no mercado: A Crest Capital Partners vai dedicar-se ao investimento em empresas rentáveis e com resultados positivos e que procuram investimentos, e tem uma dotação de 110 milhões de euros para realizar no prazo de quatro anos, revelou ao ECO um dos promotores, Marco Lebre. “Queremos investir em empresas com EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortização), positivos, acima dos dois milhões de euros, um segmento para o qual não há fundos no mercado”.

A equipa fundadora da Crest tem experiência de mercado empresarial e de gestão. Marco Lebre fundou, em 2002, a Explorer Investments, onde esteve exclusivamente dedicado à área de private equity. Saiu da Explorer e, nos últimos meses, andou a trabalhar no levantamento de capital para constituir um novo fundo. E teria de ser sempre da ordem dos 100 milhões, enfatiza Marco Lebre, precisamente para aceder a oportunidade de empresas com escala e dimensão razoáveis. “Não queremos estar no negócio das reestruturações — aí já estão outros fundos –, mas no investimento em empresas que já são rentáveis e têm potencial para crescer”.

"Não queremos estar no negócio das reestruturações — aí já estão outros fundos –, mas no investimento em empresas que já são rentáveis e têm potencial para crescer.”

Marco Lebre

Quem está na equipa de investimentos? Além de Marco Lebre, a Crest tem David Calém Ferreira, Inês Lopo de Carvalho, Pedro Valente, Vasco D’Orey e Gonçalo Abreu. Além disso, tem António Lobato Faria na equipa de operações. O projeto da Crest passa pela constituição de apenas um único fundo, que terá a duração de quatro anos. O resultado da venda das participações que, entretanto, venham a ser feitas, será devolvido aos investidores, dos quais mais de 60% é de origem internacional. Ainda assim, Marco Lebre prefere não identificar os investidores que financiam este fundo. Apenas revela que, entre os investidores, estão fundos de pensões, fundos de fundos, seguradoras, bancos e family offices.

Neste momento, a Crest está a avaliar as primeiras operações de investimento, quer realizar dois ou três investimentos até ao final do ano, e os objetivos são claros: empresas que são rentáveis, industriais, e viradas para a exportação. E Marco Lebre vê vários modelos de intervenção de capital, por exemplo com a manutenção dos sócios. “O nosso princípio é a escolha de gestores profissionais que assumam a gestão das participadas, enquanto a nossa equipa na Crest fará o devido acompanhamento acionista e enquanto investidor”.

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