Theresa May anuncia que vai liderar negociações do Brexit

  • Lusa
  • 24 Julho 2018

Primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou que vai liderar as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou esta terça-feira que vai liderar as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), que até ao momento foram encabeçadas pelo ministro para o ‘Brexit’.

É essencial que o Governo se organize da maneira mais eficaz que permita a saída do Reino Unido da União Europeia“, afirmou a primeira-ministra num comunicado escrito para o parlamento britânico, anunciando a alteração da distribuição de tarefas do Governo.

“Eu irei liderar as negociações com a União Europeia, com o Secretário de Estado para a Saída da União Europeia (Dominic Raab) a delegar em meu nome”, indicou May acrescentando que o ministério do ‘Brexit’ continuará a liderar “todas as preparações do Governo” para a saída da UE.

No entanto a primeira-ministra não irá discutir diretamente com o negociador principal do bloco comunitário para o ‘Brexit’, Michel Barnier, afirmou hoje Olly Robbins, conselheiro de May para a UE, numa intervenção no Parlamento.

“Ela está no comando das negociações, e eu sou o seu adjunto”, afirmou na mesma ocasião Dominic Raab, sublinhando a importância da existência “de uma equipa, de uma cadeia de comando” de modo a obter o melhor acordo possível.

Raab está à frente do Ministério para a Saída da UE desde 09 de junho, em substituição de David Davis, que se demitiu por discordar da forma como estão a decorrer as negociações para a concretização da saída do Reino Unido da UE.

Este anúncio surgiu duas semanas após as demissões do negociador britânico, Davis Davis, e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, em desacordo com a forma como estão a decorrer as negociações para a concretização da saída do Reino Unido da UE.

Londres e Bruxelas terão de chegar a um acordo até outubro para organizar a saída e lançar as bases das relações futuras, mas os europeus encontram-se preocupados com o estado das discussões internas em relação à estratégia da primeira-ministra britânica.

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