Número de reformas é superior ao de novos médicos de família

  • ECO
  • 9 Agosto 2018

Em causa está a potencial saída de 400 profissionais nos centros de saúde contra a entrada de apenas 351 novos profissionais, o número de candidatos que responderam às 378 vagas abertas.

O número de médicos de família que atingem a idade da reforma este ano é superior ao de recém-especialistas que estão a concorrer aos centros de saúde no âmbito das vagas abertas pelo Ministério, revela esta quinta-feira o Diário de Notícias (acesso livre) com base em dados da tutela. Em causa está a potencial saída de 400 profissionais da saúde contra a entrada de apenas 351, o número de candidatos que responderam às 378 vagas abertas.

A abertura do concurso tinha por objetivo atribuir médico de família a 500 mil utentes, mas se o número de aposentações se verificar — 410 saídas de acordo com a coordenação para a reforma neste setor — então a situação voltará a agravar-se. Presentemente, cerca de 840 mil portugueses não têm médico de família.

E para o ano a situação pode ainda agravar-se mais, já que 2019 promete trazer mais saídas de profissionais em idade de reforma. No próximo ano estão previstas 509 reformas de médicos de família com 66 ou mais ano, 10% do total. Um fenómeno que, até 2026, o ano em que já só se devem aposentar cerca de 50 especialistas, pode originar a saída de mais de mil médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, considera que se alguns problemas forem resolvidos, os números podem ficar próximos da meta do concurso, a atribuição de médico de família a 500 mil utentes. “Se forem resolvidos os problemas em 10/15 unidades da região de Lisboa, essencialmente e, com o descongelamento das carreiras, alguns dos médicos que até podiam sair, podem esperar para subir de escalão”.

Só na região de Lisboa e Vale do Tejo, há 610 mil pessoas fora das listas dos médicos de família e mais de 20 centros de saúde têm mais utentes fora das listas do que com médico atribuído. Na Amadora, por exemplo, há 20 mil pessoas sem médico, em Algueirão estão 28 mil utentes fora das listas e na Alameda 20 mil.

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