A encontrar trabalho para desempregados, Portugal está no meio da tabela da Zona Euro

Portugal tem apresentado bons resultados na recuperação do mercado de trabalho. No entanto, está a meio da tabela da Zona Euro quando se analisa a percentagem de desempregados que encontram trabalho.

Portugal tem apresentado bons resultados nos indicadores sobre o mercado de trabalho. Um dos últimos refere-se à taxa de desemprego que no segundo trimestre deste ano caiu para 6,4%, atingindo o valor mais baixo desde 2004. No entanto, na comparação com os restantes países da Zona Euro quanto à percentagem de desempregados que encontraram trabalho, Portugal está a meio da tabela.

De acordo com dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat, entre janeiro e março, em Portugal 98 mil pessoas deixaram a situação de desemprego e encontraram um posto de trabalho. Isto significa que entre os 422 mil desempregados registados no último trimestre de 2017, 23,2% destes passaram para a situação de emprego no arranque do ano de 2018.

A informação sobre os fluxos no mercado de trabalho no conjunto dos países da União Europeia refere-se apenas ao primeiro trimestre, quando o Instituto Nacional de Estatística (INE) já publicou dados sobre o segundo trimestre. No entanto, permite uma comparação entre os vários países.

No conjunto de 16 países para os quais há dados sobre os fluxos, Portugal ocupa a oitava posição. À cabeça está o Luxemburgo onde 43,8% dos que estavam desempregados na reta final do ano passado encontraram trabalho no início de 2018. Seguem-se Malta, Letónia, Áustria, Holanda, Finlândia e Eslovénia. Estes são os países com maior sucesso na recuperação de desempregados.

Na parte inferior da tabela estão França, Estónia, Espanha, Lituânia, Chipre Eslováquia, Itália e, por fim, Grécia, onde apenas 4,1% dos desempregados encontraram trabalho.

O Eurostat adianta que entre o quarto trimestre de 2017 e o primeiro de 2018, 2,8 milhões de pessoas (16,9% do total de desempregados no quarto trimestre de 201) encontraram trabalho.

Neste período 10,3 milhões mantiveram-se em situação de desemprego, o que equivale a 62,7% e outros 3,4 milhões passaram à situação de inativo. Os dados conhecidos esta quarta-feira não incluem a maior economia na União Europeia – a Alemanha.

 

A recuperação do mercado de trabalho em Portugal e na Europa tem sido um dos motores do crescimento económico. Em Portugal, as contribuições para a Segurança Social – um dos indicadores mais usado para perceber o andamento do mercado laboral – cresceram até junho 6,8%, dando um importante contributo para as contas públicas.

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