5 coisas que vão marcar o dia

A discussão da "lei da Uber" no Parlamento é um dos temas em destaque no mesmo dia em que é divulgada a Síntese Económica de Conjuntura, encerra a Cimeira Europeia e decorre a greve do Metro de Lisboa

A “lei da Uber” volta ao Parlamento para serem discutidas propostas de alteração ou da respetiva revogação, num dia em que também será possível medir o pulso à economia portuguesa na divulgação da Síntese Económica de Conjuntura e em que os 28 Estados da UE reúnem-se em Conselho Europeu para discutir as migrações. Por cá, debate-se também o Orçamento do Estado de 2019 com o Porto a acolher uma conferência que conta com a presença do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. Conte ainda com a paragem do Metro de Lisboa entre as 6h00 e as 10h00 devido à greve dos trabalhadores.

Parlamento discute revogação da “lei da Uber”

Nesta quinta-feira, a “lei da Uber” volta a estar na ribalta. O Parlamento discute três propostas de alteração e duas de revogação da lei que regula as plataformas eletrónicas de transporte de passageiros. As propostas de alteração são da responsabilidade do partido ecologista Os verdes. O plenário discute também dois projetos de lei do PCP e do BE, que pretendem revogar a lei ainda antes de esta entrar em vigor, a 1 de novembro.

Como vai o clima da economia?

Depois de ter apresentado uma estabilização no pico do verão, esta quinta-feira será a vez de saber qual foi a evolução da economia portuguesa no mês de setembro. O Instituto Nacional de estatística (INE) divulga a Síntese Económica de Conjuntura, que inclui o indicador de atividade económica e o indicador de clima económico relativo a Portugal.

Orçamento de 2019 em debate

O Orçamento do Estado do próximo ano é discutido nesta quinta-feira mais a Norte do país. O Campus Foz da Católica no Porto acolhe a conferência “Orçamento do Estado 2019” que conta com a presença de António Mendonça Mendes, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. O evento começa às 8h30.

Cimeira do Euro em Bruxelas. António Costa presente

Os chefes de Estado e de Governo da UE estão reunidos nesta quinta-feira em Conselho Europeu. António Costa é um dos representantes dos 28 Estados-Membros, num dia em que o principal assunto em agenda volta a ser a questão das migrações. É expectável que o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, que ocupa a presidência rotativa da UE, apresente os avanços registados na reforma da política de asilo desde a cimeira informal de Salzburgo, em setembro.

Há greve no Metro de Lisboa

Esta quinta-feira, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa estão em greve, reivindicando aumentos salariais superiores aos propostos pela administração. Esta greve parcial afeta a operação do Metro entre as 06h00 e as 09h30, a que se juntam os trabalhadores administrativos entre as 10h00 e as 12h30. A empresa entretanto anunciou que prevê iniciar o serviço de transporte a partir das 10h00 de hoje.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
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O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

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António Costa

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