Onde está agora? Essa é fácil. Facebook quer descobrir para onde vai a seguir

A tecnológica liderada por de Mark Zuckerberg já endereçou ao Departamento de Patentes e Marcas Comerciais dos EUA um pedido para registar a "Offline Trajectories".

Saber a sua localização exata no momento parece já ser coisa pouca para o Facebook. Isto porque a empresa liderada por Mark Zuckerberg pode estar prestes a saber para onde é que o utilizador se vai dirigir a seguir. De acordo com o Buzzfeed (acesso livre, conteúdo em inglês), a tecnológica terá já endereçado ao Departamento de Patentes e Marcas Comerciais dos Estados Unidos da América (EUA) um pedido de registo de patente, a “Offline Trajectories”.

Esta futura funcionalidade da rede social — que prevê a sua trajetória seguinte — funciona com base em dados de localização previamente registados, quer pelo próprio utilizador, quer por outras pessoas. É desta forma que faz a previsão do sítio para onde o utilizador se vai deslocar a seguir.

Por exemplo, imagine que costuma ir ao ginásio e, depois, normalmente, vai almoçar a um determinado restaurante. A tecnologia começa por determinar a sua localização atual, descobrindo que se encontra no ginásio, posteriormente vai calcular qual a probabilidade de, depois do ginásio, dirigir-se ao tal restaurante. Caso se verifique e comece mesmo a fazer esse percurso, a tecnologia irá aperceber-se disso.

O que pode acontecer depois é, por exemplo, que, automaticamente, comece a carregar o seu feed notícias da rede social. Mas isto tem um motivo: a tecnologia vai “lembrar-se” que nesse restaurante a cobertura de rede não costuma ser muito boa e, por isso, pode dar-lhe jeito estar prevenido.

Mas, também as outras pessoas podem dar uma pista ao Facebook, sobretudo aquelas pessoas com um perfil semelhante ao seu. Caso se verifique um padrão — imaginando que muitos utilizadores da sua idade visitam um conjunto de locais específicos na sua cidade — a tecnologia consegue fazer uma previsão com base nesse comportamento.

Imaginemos outra situação: a maior parte dos utilizadores da sua idade, que vivem perto de si e que até têm gostos semelhantes, depois de ir ao cinema, costumam parar no Starbucks, que fica mesmo ao lado. Então, é provável que o Facebook assuma que você também o irá fazer. Esta previsão, com base nos comportamentos dos outros utilizadores da rede social, utiliza vários sinais, desde WiFi, Bluetooth ou NFC.

Ainda que o porta-voz do Facebook, Anthony Harrison, lembre que muitas das patentes “não chegam a ser implementadas”, a notícia mostra o interesse da rede social em prever as localizações dos seus utilizadores. É mais uma forma de colecionar informações sobre eles e, claro, de apresentar-lhes anúncios mais relevantes e indicados, consoante o seu comportamento.

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