Mais de 200 mil garrafas de vinho verde de produtores nacionais seguiram viagem para o Brasil

Os números daquela que é a maior exportação registada, de uma só vez, de um tipo de vinho para o mercado brasileiro traduzem-se num montante de 460 mil euros. 

Mais de 200 mil garrafas de vinho verde, de 13 produtores nacionais, seguiram viagem em direção ao Brasil. Os números daquela que é a maior exportação registada, de uma só vez, de um tipo de vinho para o mercado brasileiro traduzem-se num total de 460 mil euros.

A ação, que junta a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a cadeia de distribuição brasileira Pão de Açúcar, foi desenvolvida no âmbito do projeto de internacionalização da AEP, o “Business On the Way”.

“Face ao crescente interesse pelo vinho verde no Brasil, entendemos ser do interesse do setor vitivinícola português promover uma ação em parceria com uma das maiores cadeias de distribuição deste país, o Pão de Açúcar, que tem mais de duas mil lojas espalhadas pelo Brasil, e que tem uma presença relevante há diversos anos neste mercado”, pode ler-se no comunicado de imprensa da AEP.

Paulo Nunes de Almeida, presidente da AEP, reforça que há, de facto, cada vez mais consumidores brasileiros que conhecem os vinhos portugueses. “Apesar da carga fiscal elevada, que acaba por penalizar os nossos vinhos face ao Chile ou à Argentina, este é um processo que merece o esforço e empenho da AEP”.

Quanto ao modelo que desenvolveu com o Pão de Açúcar, em que foi proporcionada uma prova de vinhos portugueses a vários especialistas da empresa com sede em São Paulo — que comentaram, negociaram e encomendara –, Paulo Nunes de Almeida diz que esta tipologia de ação deverá ser replicada no futuro. Não só “pelo impacto imediato que tem nas vendas dos produtores nacionais”, mas também “pela motivação que desperta em todos os agentes económicos”.

Esta foi a segunda vez que a AEP estabeleceu uma parceira com o Pão de Açúcar. Em 2016, a cadeia brasileira de distribuição importou mais de 100 mil garrafas de vinho português, de sete regiões vitivinícolas e 19 produtores, num negócio avaliado em cerca de 300 mil euros.

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