Hotel mais antigo de Cuba vai ser gerido pelo norte-americano Marriott

  • ECO
  • 24 Dezembro 2018

O emblemático Hotel Inglaterra, que foi declarado Património Cultural da Humanidade e Monumento Nacional de Cuba, está localizado numa das áreas mais turísticas de Havana.

O hotel mais antigo de Cuba vai passar a ser gerido pelo grupo norte-americano Marriott Internacional, a partir do próximo ano, segundo noticia o jornal espanhol Expansión. O Hotel Inglaterra, em Havana, irá juntar-se à “Luxury Collection” do grupo e tornar-se o segundo estabelecimento hoteleiro operado por uma empresa norte-americana na ilha.

O emblemático hotel, que foi declarado Património Cultural da Humanidade e Monumento Nacional de Cuba, está localizado numa das áreas mais turísticas de Havana, Paseo del Prado, que é um dos pontos mais visitado do país.

Inaugurado a 23 de dezembro de 1875, o Hotel Inglaterra comemorou 173 anos este domingo. Ao longo destes anos, recebeu clientes ilustres, incluindo o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, em 1895. Conta atualmente com 83 quartos e recebe principalmente turistas alemães, britânicos, holandeses e belgas, de acordo com dados compilados pelo Expansión.

A integração na cadeia hoteleira Marriott resulta da melhoria das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos, iniciada em dezembro de 2014, sob a presidência de Raúl Castro e Barack Obama. Em 19 de março de 2016, também o grupo Starwood assinou um acordo para gerir dois hotéis em Havana, que foi o primeiro acordo bilateral de Cuba com uma empresa hoteleira dos EUA desde o triunfo da Revolução liderada por Fidel Castro.

O anúncio foi, no entanto, feito numa altura em que a relação entre Cuba e os EUA voltou a tornar-se mais tensa, desde que Donald Trump chegou à Casa Branca e reverteu a política de reaproximação com Havana. Entre as restrições impostas pelo Presidente norte-americano está a proibição de empresas e cidadãos de realizarem negócios ou transações com empresas ligadas ao setor militar e alguns hotéis cubanos.

Apesar das sanções, 605 mil norte-americanos visitam Cuba desde o início do ano. A grande maioria chega a bordo de navios de cruzeiro, numa modalidade que lhes permite cumprir a proibição de ficar em hotéis cubanos sancionados. O turismo é a segunda maior fonte de rendimentos para Cuba, que pretende receber 5,1 milhões de turistas em 2019 e tem um plano para aumentar a capacidade hoteleira com mais 70 mil quartos.

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