Setor financeiro cria maior sindicato nacional com 50 mil sócios

Quatro sindicatos do setor bancário e segurador assinam esta quinta-feira o protocolo que inicia fusão. Rui Riso, do Sindicato dos Bancários do Sul, espera que operação se concretize até final do ano.

Quatro sindicatos ligados à atividade bancária e seguradora formalizam esta quinta-feira o início do processo de fusão que vai criar o mais sindicato do setor financeiro em Portugal, com cerca de 50 mil sócios.

Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Sindicato dos Bancários do Centro, Sindicato dos Profissionais de Seguros de Portugal e Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Seguradora assinam esta manhã o protocolo para oficializar a união num só sindicato de âmbito nacional e que vai passar a representar o setor financeiro.

“Não fazia sentido haver uma separação dos vários sindicatos financeiros quando num mesmo balcão hoje em dia temos produtos bancários, de seguros e outros produtos financeiros”, explicou Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas e um dos promotores desta fusão.

Um sindicato fracionado tem menos força. E é para ter mais força sindical que se fazem estas fusões”, acrescentou o responsável em declarações ao ECO, lembrando o contexto de dificuldades que os trabalhadores do setor atravessam neste momento, perante a redução do número de balcões e funcionários e pela procura de novas competências mais tecnológicas por parte dos bancos.

Passam dois meses desde que os sócios destes quatro sindicatos (todos filiados na UGT) aprovaram em assembleia geral o projeto de fusão num único sindicato nacional. De fora ficou o Sindicato dos Bancários do Norte que rejeitou a proposta de união.

Ainda não se sabe qual o nome do novo sindicato. Uma das possibilidades é vir a chamar-se “Mais Sindicato”, mas a designação ainda não está fechada.

"Um sindicato fracionado tem menos força. E é para ter mais força sindical que se fazem estas fusões.”

Rui Riso

Presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas

Rui Riso diz que o processo que agora se inicia será de “enorme complexidade”, com o trabalho de auditoria da Deloitte para avaliar a situação patrimonial de todas as organizações sindicais. Ainda assim, espera que a fusão dos quatros sindicatos se concretize ainda este ano, dando origem ao uma estrutura com cerca de 50 mil associados.

A cerimónia de assinatura do protocolo ocorrerá na sede da UGT em Lisboa, pelas 10h00, contando com a presença do secretário-geral daquele Sindicato, Carlos Silva.

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