Endividamento da economia aumenta para 723 mil milhões em fevereiro. É o valor mais alto em três meses
O endividamento total da economia já subiu quase seis mil milhões de euros desde o final do ano passado. Estado, e PME justificam aumento de 2.000 milhões de euros em fevereiro.
O endividamento da economia portuguesa aumentou 2.000 milhões de euros em fevereiro, atingindo os 723 mil milhões de euros, devido ao agravamento do endividamento das administrações públicas e das PME, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal. Depois de uma forte diminuição na parte final do ano passado, o endividamento total da economia portuguesa já aumentou 5,9 mil milhões de euros.
No final do ano passado, em parte devido ao pagamento antecipado do resto do empréstimo do Fundo Monetário Internacional ao Estado português no âmbito do resgate de 2011, o endividamento total da economia diminui de forma abrupta, com uma queda de mais de 7,5 mil milhões de euros.
Mas desde que o ano começou, a economia está aumentar o seu endividamento de forma sustentada. Desde dezembro, o endividamento total da economia aumentou 5,9 mil milhões de euros. Só em fevereiro o aumento foi de 2.000 milhões de euros.
Endividamento da economia aumentou 2.000 milhões em fevereiro
Fonte: Banco de Portugal. Valores em milhões de euros
Este aumento deve-se ao aumento do endividamento das administrações públicas, excluindo as empresas públicas, incluindo as que não contam para o défice e para a dívida pública — apesar de a responsabilidade última ser do Estado português –, que reduziram o seu endividamento.
As pequenas e médias empresas também viram o seu endividamento aumentar em fevereiro, com o maior aumento a verificar-se entre as pequenas empresas, cujo endividamento aumentou 239 milhões de euros.
Contribua. A sua contribuição faz a diferença
Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.
A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.
É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.
De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,
Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.
António Costa
Publisher do ECO
Comentários ({{ total }})
Endividamento da economia aumenta para 723 mil milhões em fevereiro. É o valor mais alto em três meses
{{ noCommentsLabel }}