Parques, galerias de arte e um monumento feminista: conheça os vencedores do orçamento participativo de Lisboa

Na 11.ª edição do Orçamento Participativo foram a votação 122 projetos. Mais de 34 mil votos depois, estes foram os vencedores. Financiamento é de 2,5 milhões de euros.

Já são conhecidos os vencedores da edição de 2018/19 do Orçamento Participativo lisboeta. Entre os vencedores estão uma estátua feminista, uma galeria de arte, um programa de empreendedorismo, uma incubadora de empresas, parques para crianças ou cães, um campo de jogos e ainda uma ludoteca.

Dos 539 projetos apresentados na 11.ª edição do Orçamento Participativo (na edição anterior tinham sido 434, o que reflete um acréscimo de 19% face à edição de 2017/18), 293 foram “estruturantes” e 246 “locais”, sendo que 122 do total foram sujeitos a votação. Os 34 mil votos submetidos determinaram 19 vencedores (contra os 15 escolhidos na edição anterior), com valores de investimento atribuídos que variam entre os 50 mil e os 300 mil euros, num total de 2,5 milhões de euros de financiamento.

Orçamento participativo recebeu 539 propostas.D.R.

Com o objetivo de não só ser “mais inclusivo, promovendo sessões temáticas destinadas aos públicos jovem, sénior, migrante e associativo de Lisboa” como “cada vez mais abrangente, envolvendo as juntas de freguesias tanto na análise técnica como na execução de projetos, em função de acordos estabelecidos com o município”, o programa associa-se este ano à Lisboa Capital Verde Europeia 2020.

Por isso, uma das novidades desta edição foi a atribuição de orçamento a projetos “com selo verde”, como forma de “sensibilizar os cidadãos para a apresentação de propostas que foquem e valorizem a sustentabilidade ambiental, otimização de recursos energéticos, diminuição da utilização de plástico, etc.”. “Os projetos resultantes destas ou outras propostas que pensam num futuro mais sustentável e preocupado com o ambiente de todos serão identificados com um Selo Verde, reconhecendo o seu contributo para tornar Lisboa ainda mais Capital Verde Europeia 2020”, adianta a autarquia, sublinhando que, “dos 24 projetos com selo verde apresentados a votação, foram vencedores 3, que serão desenvolvidos em parceria e no âmbito de Lisboa Capital Verde 2020″.

Conheça os vencedores:

Projetos estruturantes/transversais – 6 projetos vencedores

  • Estátua de Homenagem ao Pupilo do Exército (Transversal – Zona Norte) – 80.000€
  • Galerias de artes do parque Artur (Transversal-Zona Oriental) – 300.000€
  • Monumento ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes – 60.000€
  • Recreios de Inverno no Alto da Faia (Transversal-Zona Norte) – 300.000€
  • Parque Infantil Inclusivo/adaptado (Transversal-Zona Centro Histórico) – 300.000€
  • O Largo das Belas-Artes (Transversal-Zona Centro Histórico) – 300.000€

Zona centro histórico – 3 projetos vencedores

  • Requalificação dos espaços de recreio da EB1/JI Gaivotas (Misericórdia) – 100.000,00€
  • Espaço de incubação e dinamização da Penha de França (Selo Verde) – 100.000,00€
  • Requalificação do parque infantil e pintura de mural na empena do nº 45 da Avenida Mouzinho de Albuquerque (Penha França) – 100.000,00€

Zona centro – 4 projetos vencedores

  • Requalificação da Azinhaga das Teresinhas (Alvalade) – 100.000,00€
  • Monumento aos Movimentos Feministas na Cidade de Lisboa (Avenidas Novas) – 55.000,00€
  • Cursos de Empreendedorismo e Capacitação para pessoas portadoras de deficiência (Arroios) – 60.000,00€
  • Mobilidade em Campolide (Selo Verde) (Campolide) – 100.000,00€

Zona norte – 3 projetos vencedores

  • Requalificação Campo de jogos para os alunos do Ensino Básico – 100.000,00€
  • O Barracão – Uma Ludoteca de regresso à Horta Nova (Carnide) – 100.000,00€
  • Parque para cães (Benfica) – 50.000,00€

Zona oriental – 3 projetos vencedores

  • Parque de Recreio Sul – Passeio Neptuno (Parque das Nações) – 100.000,00€
  • Caixa de Artes do Parque (Parque das Nações) – 100.000,00€
  • Requalificação da Envolvente da Rua Adelino Nunes (Selo verde) (Marvila) – 100.000,00€

Entre os projetos submetidos a votação, as áreas ligadas ao ambiente foram as que mais ideias reuniram. Do total de candidaturas, 120 projetos estavam ligados a questões de sustentabilidade ambiental, estrutura verde, clima e energia, sendo o maior grupo temático. De seguida, a área da mobilidade e segurança foi a que mais ideias reuniu, num total de 113 projetos, surgindo em terceiro lugar projetos ligados ao planeamento, urbanismo e património (73 projetos).

Do total dos projetos, 251 foram submetidos por mulheres e 258 por homens o que, segundo a câmara municipal, é um “sinal de paridade que aumenta relativamente ao ano anterior, em que foram 235 as ideias apresentadas por homens e 154 as apresentadas por mulheres”. Pessoas entre os 30 e os 49 anos são as que mais concorrem (192 projetos), seguindo-se a faixa etária entre os 16 e os 19 anos, que submeteu 137 ideias. Por outro lado, as pessoas com mais de 65 anos apresentaram 73 projetos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Parques, galerias de arte e um monumento feminista: conheça os vencedores do orçamento participativo de Lisboa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião