Empresas chinesas investiram 8 mil milhões em Portugal em 2018

  • Lusa
  • 21 Maio 2019

As empresas portuguesas investiram na China mais de 200 milhões de euros em 2018 e o volume de comércio sino-português aumentou 7,6%.

A cooperação entre Portugal e China levou as empresas chinesas a investir mais de oito mil milhões de euros em Portugal em 2018, afirmou esta terça-feira o diretor-geral adjunto do Instituto de Estudos Europeus da Academia Chinesa de Ciências Sociais.

“A pragmática cooperação entre os dois países produziu resultados frutíferos”, defendeu Tian Dewen durante o encontro “Anos de cooperação entre Portugal e China”, que teve início hoje em Lisboa.

Segundo adiantou, as empresas portuguesas investiram na China mais de 200 milhões de euros em 2018, acrescentando que o volume de comércio sino-português aumentou 7,6%.

A maior cooperação económica entre os dois países é, segundo Tian Dewen, uma das características atuais das relações Portugal-China.

“Atualmente, as relações China-Portugal têm três características”, defendeu, referindo que outra delas é “a ideia de que cooperação internacional entre os dois países é altamente compatível”.

Para o diretor-geral adjunto da Academia Chinesa de Ciências Sociais, “os dois países têm um firme consenso em se opor ao protecionismo comercial e ao unilateralismo e apoiar uma economia mundial aberta”.

A última das características das relações Portugal-China tem por base um apoio mútuo das estratégias de desenvolvimento internacional.

“Portugal apoia ativamente a proposta de iniciativa de ‘Uma Faixa, Uma Rota’ da China” e os dois países “assinaram um memorando de entendimento” para construir o projeto”, disse, referindo-se ao documento rubricado em dezembro de 2018 em Lisboa, aquando da visita de Estado efetuada pelo Presidente chinês Xi Jinping.

Por seu lado, “a China apoia firmemente a ideia de Portugal de economia azul” e, por isso, “a cooperação económica tem crescido”, assegurou Tian Dewen.

O caminho de cooperação vai “expandir-se para novas áreas e vai ter novas formas”, garantiu, convidando Governo, universidades, grupos de reflexão, especialistas e académicos portugueses a visitarem a academia chinesa para debate projetos para novas formas de os dois países se ajudarem.

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