ADSE vai apresentar novas tabelas até ao final do mês. Conselho Diretivo garante que estão “quase finalizadas”

Passado mais de um mês do prazo que tinha sido dado pelo Conselho Diretivo, as novas tabelas de preços da ADSE estão quase prontas. O documento vai ser apresentado aos prestadores.

As novas tabelas de preços da ADSE estão “quase finalizadas”, afirma Eugénio Rosa, vogal do Conselho Diretivo eleito pelos representantes dos beneficiários, ao ECO. Depois de já ter passado mais de um mês do último prazo apontado pela direção, que era 15 de abril, o representante garante que estarão prontas ainda em maio.

Falta pouco mais de uma semana para o mês terminar e a realização das tabelas está na “fase final”, assegura Eugénio Rosa. Este é um “processo lento”, aponta o vogal, que exige um “trabalho imenso”. Esta é a justificação para a demora da apresentação do documento que irá tabelar “milhares de preços”.

Os prestadores privados já estão a ficar impacientes com esta demora. No final de abril, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) informava os associados, numa newsletter, de que a ADSE ainda não tinha apresentado qualquer proposta, “apesar das promessas realizadas”. A APHP adiantou ainda ao ECO, no início do mês, que via “com muita preocupação que que as negociações não” tivessem “avançado”.

O Conselho Geral de Supervisão também aguarda estas tabelas, tanto que até já tem um grupo de trabalho formado para elaborar um parecer sobre estas. No início do mês, depois de uma reunião, aprovou uma resolução a criticar a falta de ação do Conselho Diretivo, bem como a demora face à entrega das tabelas, avançou o Público (acesso pago).

O novo documento será apresentado aos prestadores privados, que poderão fazer sugestões ou reparos. A nova tabela deverá acabar com as regularizações, sendo composta por preços fechados. Anteriormente, as regularizações fizeram agravar as tensões entre alguns grupos privados e a ADSE, depois do subsistema de saúde dos funcionários públicos exigir 38 milhões de euros por faturação excessiva.

Alguns dos privados, como os grupos Luz Saúde e José de Mello Saúde, chegaram mesmo anunciar que iam suspender as convenções com a ADSE. Mas voltaram atrás na decisão passado pouco tempo, depois de a ADSE mostrar disponibilidade para negociar. Estas decisões, tomadas quase em simultâneo, levaram a Concorrência a fazer buscas em alguns hospitais, por suspeitas de concertação.

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