Líderes europeus rejeitam Manfred Weber como próximo presidente da Comissão Europeia

Os líderes europeus estão a começar a mostrar mais claramente quais os candidatos que apoiam e quais rejeitam na corrida para o próximo presidente da Comissão Europeia. Weber está a ficar para trás.

Depois das eleições europeias chega a altura de os líderes europeus decidirem quem será o próximo presidente da Comissão Europeia. As hipóteses do alemão Manfred Weber, que é o candidato do Partido Popular Europeu, a maior força no Parlamento, não são as mais favoráveis, nomeadamente devido à sua experiência.

Numa reunião entre os Chefes de Estado, o Presidente francês Emmanuel Macron indicou que o sucessor de Jean-Claude Juncker na cadeira de topo em Bruxelas tinha de ter “credibilidade” e “experiência governativa”, escreve o Financial Times (acesso condicionado). Ora, Weber nunca esteve num Governo alemão, faltando-lhe portanto o currículo que os líderes europeus parecem desejar.

O primeiro-ministro português, António Costa, está alinhado com esta visão. À saída da reunião, disse que deve ser escolhido para a presidência da Comissão Europeia “alguém que tenha uma forte experiência executiva”, características que “de facto Weber não tem”, em declarações citadas pela Lusa. Para além disso, reiterou o seu apoio ao candidato socialista Frans Timmermans.

Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, também concorda com esta avaliação de Weber. O socialista espanhol estará a contactar com vários líderes europeus para fazer campanha a favor de Timmermans, contra o candidato alemão. Depois de um jantar com Macron, Sánchez indicou que a nova presidência em Bruxelas deveria “refletir a nova maioria no Parlamento Europeu, incluindo social-democratas e liberais”.

Será na cimeira entre 20 e 21 de junho que os líderes europeus vão finalizar as nomeações para os próximos presidentes da Comissão, Conselho, Parlamento e Alto Representante para a Política Externa. Este encontro acontece assim mesmo a tempo da sessão constitutiva do Parlamento Europeu, a 2 de julho.

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