Bolsa volta a deslizar. Papeleiras sob pressão

Lisboa continua a perder valor, acompanhando a tendência negativa das restantes praças europeias. Receios de abrandamento da economia pressionam mercados acionistas.

Lisboa continua a cair. A praça nacional acompanha a tendência negativa das restantes bolsas europeias que estão a ser penalizadas pelos receios dos investidores quanto ao impacto da guerra comercial no rumo da economia. As empresas do setor da pasta e papel lideram as descidas no PSI-20.

O índice de referência português, que cedeu mais de 1% na primeira sessão deste mês, cai mais 0,16% para os 4.977,63 pontos, com a grande maioria dos títulos em “terreno” negativo. Na Europa, o Stoxx 600 cede 0,65%, desempenho seguido pelos restantes índices dos países europeus.

Com a guerra comercial entre EUA e China sem fim à vista, crescem os receios de abrandamento da economia mundial, cenário que está a levar os investidores a afastarem-se de ativos considerados de risco, como as ações, procurando abrigo no ouro, mas também na dívida de países considerados mais seguros, como EUA, Japão e Alemanha.

Há uma saída de dinheiro do mercado acionista que penaliza especialmente as empresas mais expostas à economia mundial, caso das exportadoras. Em Lisboa, Altri, Navigator e a Semapa, que exportam praticamente tudo o que produzem, são as mais castigadas, registando perdas entre 0,7% e mais de 1%.

A pesar no comportamento da bolsa nacional estão também os pesos pesados, como a Jerónimo Martins, que recua 0,91% para 13,595 euros, e EDP e EDP Renováveis. A Galp Energia cai 0,15% numa sessão de queda nos preços do petróleo.

A impedir uma descida mais acentuada está o BCP, que ganha ligeiros 0,16% para 24,63 cêntimos, as também a Nos que apresenta uma valorização de 0,64% para os 5,505 euros.

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